Bolsonaro estuda corte de até 70% dos salários

A medida é similar ao que foi imposto no Chile. Os que sofrerem o corte poderiam somar uma quantia do seguro-desemprego do próprio trabalhador

Foto: Carolina Antunes/PR

Jornal GGN – A Medida Provisória (MP) publicada por Jair Bolsonaro que modifica as regras trabalhistas e reduz as garantias para os trabalhadores durante a crise do coronavírus permite, entre outras coisas, a redução de até 70% dos salários.

O documento ainda não foi publicado e está em análise dentro do Palácio do Planalto, depois que a medida anterior que possibilitava a suspensão dos contratos de trabalho foi revogada pelo mandatário.

Mas de acordo com reportagem de O Globo, o novo texto que pode ser publicado nos próximos dias se assemelha ao decreto assinado no Chile pelo presidente Sebastián Piñera, que além de permitir a redução dos salários, durante este tempo, o trabalhador terá que tirar do próprio seguro-desemprego o sustento para se manter neste tempo.

No caso do Brasil, frente às reações da população que mantiveram protestos das janelas e varandas de suas casas durante 10 dias pela saída de Jair Bolsonaro, a proposta do governo inclui que se o salário do trabalhador for cortado em 70%, o governo entraria com estes 70% sobre o seguro-desemprego deste funcionário.

A título de exemplo, se a empresa decidir reduzir 70% do salário de um empregado que recebe R$ 10 mil, ele passará a receber R$ 3 mil e mais 70% do seguro desemprego de R$ 1.800. Assim, este funcionário receberia R$ 4.260 no total.

De acordo com a reportagem, também seria possível a empresa reduzir 25% ou 50% dos salários, e caberá aos empregadores esta decisão, com o restante sendo complementado pelo seguro-desemprego. A decisão vale para micro até grandes empresas.

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