Bolsonaro volta a criticar medidas de isolamento social

Ao lado de apoiadores, presidente diz que paralisação de atividades econômicas pode comprometer pagamento a servidores públicos

Foto: Carolina Antunes/PR

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro voltou a mostrar sua contrariedade com as medidas de isolamento recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), e sinalizou que os servidores públicos podem ficar sem receber caso a paralisação de atividades seja mantida.

“Desde o começo, sozinho, venho falando dos dois problemas: o vírus e o desemprego. O desemprego já se faz presente no seio da sociedade.  Os informais cresceram muito, são quase 40 milhões no Brasil”, disse Bolsonaro, em frente aos seus apoiadores em Brasília. “O pessoal celetista também milhões já perderam seus empregos. A economia não roda dessa forma. Vai faltar dinheiro para pagar servidor público, e o Brasil está mergulhando num caos”.

Um dos efeitos da paralisação econômica é a queda de arrecadação tributária. Como forma de lidar com essa questão, estados e municípios pediram à União que compense os governos locais pelas perdas, conforme proposta encaminhada por deputados na semana passada e que tem o apoio do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) – mas que foi criticada pelo governo.

Bolsonaro também defendeu a flexibilização das medidas restritivas. Instigando seus apoiadores, o presidente apontou para o Supremo Tribunal Federal (STF), que fica em frente à sede do Executivo, e lembrou que a Corte determinou que cabe aos governadores e prefeitos decretar ações de isolamento social. As informações são do jornal O Globo.

 

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