Bradesco encerra 2015 com lucro líquido de R$ 17,19 bilhões

Jornal GGN – O banco Bradesco divulgou recentemente que encerrou o ano de 2015 com um lucro líquido de R$ 17,19 bilhões, o que corresponde a um aumento de 14% em relação aos R$ 15,08 bilhões registrados no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, o resultado subiu 5,6%, passando de R$ 4,12 bilhões para R$ 4,35 bilhões.

Em valores ajustados, o lucro líquido referente ao exercício de 2015 foi de R$ 17,873 bilhões (variação de 16,4% em relação ao Lucro Líquido Ajustado de R$ 15,359 bilhões no mesmo período de 2014). Desse total, R$ 12,584 bilhões foram provenientes das atividades financeiras, correspondendo a 70,4% do total, e R$ 5,289 bilhões foram gerados pelas atividades de seguros, previdência e capitalização, representando 29,6% do total.

De acordo com os dados divulgados pela instituição, a carteira de crédito expandida chegou a R$ 474,027 bilhões ao fim do ano, com evolução de 4,2% em relação ao saldo de dezembro de 2014. As operações com pessoas físicas totalizaram R$ 147,749 bilhões (crescimento de 4,5% em relação a dezembro de 2014), enquanto as operações com pessoas jurídicas atingiram R$ 326,278 bilhões (crescimento de 4% em relação a dezembro de 2014)

Além disso, o banco apontou um aumento em seu índice de inadimplência das operações com atrasos superiores a 90 dias. Tal resultado se deveu principalmente ao menor ritmo de crescimento da carteira de crédito e pelo processo de desaceleração da atividade econômica. De setembro para dezembro, a taxa subiu de 3,81% para 4,06%. A despesa de provisão para devedores duvidosos chegou, no quatro trimestre de 2015, a R$ 4,192 bilhões, o que representa uma alta de 8,8% com relação ao terceiro trimestre.

Aos acionistas foram pagos e provisionados, a título de Juros sobre o Capital Próprio e Dividendos, um total de R$ 6,035 bilhões relativos ao lucro gerado em 2015, sendo R$ 1,981 bilhão a título de mensais e intermediários pagos e R$ 4,054 bilhões a título de complementares, cujo pagamento será efetuado em 1º de março de 2016.

“Embora o Lucro do período tenha vindo muito próximo ao esperado pelo consenso do mercado. Algumas linhas que estamos acompanhando mais de perto como a inadimplência continuam se elevando, o que já estávamos esperando desde o final do primeiro trimestre de 2015, fenômeno normal dado que os principais drivers para a inadimplência (mercado de trabalho, massa salarial real, lucros empresariais e outros) estão colapsando e ainda não indicaram estar no fundo do poço”, dizem os analistas da Ativa Corretora, em relatório.

Total em ativos chega a R$ 1,080 trilhão

Segundo o balanço financeiro divulgado pela instituição, os ativos totais registraram um saldo de R$ 1,080 trilhão, o que corresponde a um crescimento de 4,6% em relação ao saldo de dezembro de 2014. O retorno sobre os Ativos Totais Médios foi de 1,7%, evolução de 0,1 ponto percentual (p.p.) sobre dezembro de 2014 (1,6%).

Os recursos captados e administrados pelo banco somaram R$ 1,510 trilhão, um crescimento de 5,9% em relação a dezembro de 2014. A margem financeira de juros atingiu R$ 54,777 bilhões, o que corresponde a um crescimento de 15,3% em relação ao total visto no ano de 2014.

Os prêmios emitidos de seguros, contribuição de Previdência e receitas de capitalização atingiram o montante de R$ 64,612 bilhões no ano de 2015, evolução de 15,1% em relação ao ano de 2014. As provisões técnicas alcançaram R$ 177,835 bilhões, apresentando uma evolução de 16% em relação ao saldo de dezembro de 2014.

Já o Patrimônio Líquido, em dezembro de 2015, somou R$ 88,907 bilhões, 9,1% superior a dezembro de 2014. O Índice de Basileia III registrou 16,8% em dezembro de 2015, sendo 12,7% de Capital Principal / Nível I. Em dezembro de 2015, o valor de mercado do Bradesco era de R$ 100,044 bilhões.

Por fim, o banco deu seus pontos de referência para 2016. Segundo a Ativa Corretora, a instituição projeta “um crescimento da carteira de crédito entre 1% e 5%, em linha com a desaceleração da carteira de crédito de todo o Sistema Financeiro Nacional e um pouco mais fraca por conta do maior critério dos bancos privados e também porque os bancos públicos devem ser usados como medida de política econômica para tentar combater a crise”.

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