CNI aponta novo recuo para atividade industrial em maio

Expectativa mais favorável com demanda pode melhorar ânimo dos empresários

Jornal GGN – O ritmo de atividade industrial segue em queda, mas o recuo apurado em maio foi menos intenso do que os verificados em igual período de 2015 e em maio, como mostra a Sondagem Industrial elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

A pesquisa também apresentou melhora para as expectativas dos empresários, em especial com relação à demanda, cujo indicativo subiu de 47,8 para 51 pontos. Os indicadores de evolução de produção e de expectativa de demanda variam de zero a cem e, segundo a metodologia, valores acima de 50 pontos indicam aumento na comparação com o mês anterior e expectativa de aumento para os próximos seis meses.

As expectativas com relação às exportações se tornaram otimistas. O índice de expectativa de quantidade exportada passou de 50,7 para 52,5 pontos. O empresariado também se disse menos pessimista quanto ao número de empregados e à compra de matérias-primas. Houve aumento no índice de expectativas desses dois indicadores, mas a pontuação permanece abaixo dos 50 pontos.

Os números mostram também que os estoques de produtos finais da indústria recuaram e permanecem no nível planejado pelas empresas. O índice de evolução dos estoques foi a 48,9 pontos, indicando queda dos estoques pelo sétimo mês consecutivo. Por outro lado, o índice de estoques efetivo-planejado passou de 49,1 pontos para 49,8 pontos, aproximando-se da linha divisória dos 50 pontos, e um sinal de que o nível dos estoques se aproximou do desejado pelas empresas. É o sexto mês consecutivo em que a indústria não registra excesso de estoques.

Já a ociosidade no parque industrial se manteve elevada: o percentual médio de utilização da capacidade instalada (UCI) permaneceu em 64% pelo terceiro mês consecutivo. O valor é dois pontos percentuais inferior ao registrado em maio de 2015. Segundo a CNI, o índice de UCI efetiva em relação ao usual “reafirma a elevada ociosidade na indústria”. De acordo com a pesquisa, o índice permanece praticamente estável pelo terceiro mês consecutivo, registrando em maio 35,1 pontos.

Os índices de expectativa mostraram melhora no ânimo dos empresários: o índice de expectativa de demanda registrou o maior crescimento entre os índices de expectativa na comparação na passagem de maio para junho: 3,2 pontos. Esse aumento fez com que o índice alcançasse 51 pontos, valor acima da linha divisória de 50 pontos, ou seja, mostra expectativa de aumento da demanda nos próximos seis meses. O índice situava-se abaixo dos 50 pontos, indicando expectativa de queda na demanda, desde fevereiro de 2015 (16 meses).

Na avaliação da entidade, a expectativa mais favorável com relação à demanda pode alterar as decisões dos empresários, limitando ou até mesmo impedindo futuras quedas na produção e na quantidade de empregados. “Caso as expectativas otimistas se confirmem nos próximos meses, a tendência é que se traduzam em aumento de produção, uma vez que, com o quadro de estoques ajustados, é possível iniciar uma trajetória de redução da elevada ociosidade do parque industrial”, diz a confederação.

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