A dependência das exportação para a China, por Luis Nassif

A cada mês que passa, mais aumenta a dependência das exportações brasileiras em relação à China. No acumulado de 12 meses, fechado em abril, as exportações para China, Hong Kong e Macau aumentaram de 30,8% para 34,31% das exportações totais. O mesmo ocorreu em relação às importações, crescendo de 19,57% para 22,37%. É sinal de uma ampliação da corrente de comércio.

Quando se analisa os primeiros quatro meses, em relação aos quatro meses do ano passado, a tendência permanece.

Os dados abaixo foram retirados das estatísticas da balança comercial, sobre os 10 maiores clientes das exportações brasileiras e os 10 grupos de produto de maior peso nas exportações.

Das 10 grandes categorias de produtos, a China participa de 7. Em 5 delas, é o maior comprador.

Nesse período, no total das exportações, a China responde por 33,6%. Comprou 35,3% das exportações de soja, 27,7% do minério de ferro e 18,6% de óleo bruto de petróleo.

Em relação aos 3 produtos de maior peso, nos 4 primeiros meses do ano as exportações de soja para a China aumentaram 22,19%; as de minério de ferro cresceram 96,11% e óleos brutos de petróleo 26,61%.

Os preços médios

Chama atenção ois preços médios das commodities exportadas pelo país. Nos últimos dias, falou-se muito em novo boom dos commodities. No caso das exportações brasileiras, decididamente não ocorreu até agora.

Confira no gráfico. Ali estão os 10 commodities de maiuor volume de vendas. Os 3 primeiros – Minério de Ferro, Soja e Óleo Bruto de Petróleo, cairam respectivamente 26,4%, 13.3% e 38,4% em relação a janeiro passado.

Em relação a outubro do ano passado, não há mudanças significativas nas cotações médias.

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