Dez conclusões sobre a balança comercial brasileira, por Luis Nassif

Chama a atenção as exportações de energia elétrica - 15% do total - em vez de utilizar a produção para garantir os reservatórios de água. Não fosse uma chuva salvadora das últimas semanas, o país poderia ter caído em um racionamento.

Foto: Reprodução

Uma análise das maiores altas e quedas nas exportações – em relação a novembro de 2020 e novembro de 2919 (antes da pandemia) permite as seguintes conclusões:

  1. Em relação a 2019, as maiores quedas foram em produtos manufaturados – máquinas e equipamentos, celulose, ferro e aço, veículos rodoviários e máquinas e aparelhos especializados.
  2. As maiores altas foram em commodities – minérios, soja, açúcar, carne e ouro.
  1. Nos maiores produtos de exportação, minérios e soja respondem por 40% do volume total.
  2. Chama a atenção as exportações de energia elétrica – 15% do total – em vez de utilizar a produção para garantir os reservatórios de água. Não fosse uma chuva salvadora das últimas semanas, o país poderia ter caído em um racionamento.
  1. Na composição das exportações, é nítida a perda de ritmo dos manufaturados, que caíram de 65,8% em 2016 para 51,2% do voluma total.
  1. Mesmo assim, dos 10 maiores produtos da indústria de transformação, apenas um – autoveículos – não depende da exploração de commodities nacionais.
  1. O saldo do comércio exterior mostra as desvantagens competitivas brasileiras, com um aumento crescente no déficit na indústria de transformação.
  1. A composição do superávit comercial.

Em 12 meses, o saldo comercial foi de US$ 6,9 bilhões. Apenas a China respondeu por US$ 5,7 bilhões e a Associação das Nações do Sudeste Asiático por outros US$ 3,8 bilhões, comprovando que o comércio agora é em direção à China.

  1. Fluxo comercial China x Estados Unidos.

Em 2011, o fluxo comercial para os Estados Unidos representava 80% do volume para a China. Atualmente, está abaixo dos 50%.

  1. EUA x China

A China representa 32,41% das exportações brasileiras, contra 11,06% dos Estados Unidos; e 21,81% das importações, contra 17,4% dos EUA

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