Uma análise da dependência brasileira do mercado chinês, por Luis Nassif

Chama a atenção, também, a participação pesada da China nos principais produtos de exportação, respondendo por 88,7% das vendas brasileiras de minério de ferro e 85,1% da venda de soja.

Uma análise mais detalhada da pauta de exportações brasileira revelará uma dependência cada vez maior da China. O estudo abaixo foi feito em cima das exportações para os dez maiores parceiros comerciais do Brasil, seguindo o seguinte roteiro:

  1. Levantamos os dados de exportação para cada um dos países, em cima da divisão ISIC  dos produtos.
  2. Calculamos os 20 maiores produtos na pauta de exportações, de acordo com os 12 meses encerrados em outubro.
  3. Depois, estimamos a posição de cada parceiro comercial no ranking de cada produto.

Em relação à China, os resultados estão na tabela.

  1. Dos 10 maiores produtos da pauta de exportações, a China lidera em 6 deles e é o segundo maior mercado em 2 e o 4o maior mercado em 1.
  2. Apenas os três maiores ítens da pauta de exportações para a China responderam por 41,6% de todas as exportações para os parceiros selecionados.
  3. Os 10 produtos mais adquiridos pela China representam 51,1% das exportações para todos os parceiros.

Chama a atenção, também, a participação pesada da China nos principais produtos de exportação, respondendo por 88,7% das vendas brasileiras de minério de ferro e 85,1% da venda de soja.

A participação dos Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial, torna-se tímida, quando comparada à da China.

Os 10 produtos mais vendidos para os EUA representam 10,9% das exportações total – contra 41,6% da China. Entre os 10 maiores produtos da pauta de exportações brasileira, os EUA lideram as vendas em apenas 2.

Em compensação, dos cinco produtos mais vendidos para o mercado americano, 4 são de manufaturados e semimanufaturados. Ao contrário da China, preponderantemente compradora de commodities.

Já os parceiros comerciais mais próximos – como a Argentina – tem peso minúsculo no valor total das exportações, mas respondem por aquelas de maior valor agregado. Mesmo com a crise recorrente, a Argentina ainda responde por 54,4% das exportações de automóveis e 42,2% das autopeças.

O mesmo acontece em relação ao México, outro mercado complementar. Apesar da pouca expressão no valor total exportado, tem peso nos manufaturados, 

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