Comércio melhora nível de confiança em junho

Melhora das perspectivas futuras influencia desempenho do indicador no período
 
Jornal GGN – O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) apurado pela Fundação Getulio Vargas avançou 2,8 pontos entre maio e junho de 2016, ao passar de 70,9 para 73,7 pontos, o maior nível registrado pelo indicador desde maio de 2015 (75,3). Em médias móveis trimestrais, o índice subiu 2,2 pontos, a maior alta da série iniciada em março de 2010.
 
Ao longo do período, o Índice da Situação Atual (ISA-COM) avançou 2,4 pontos, para um total de 64,9 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) subiu 3,3 pontos, para 83,6 pontos, o maior desde janeiro do ano passado (84,9). Segundo a FGV, o avanço registrado é uma notícia positiva, mas a evolução mais expressiva do IE-COM levou à distância recorde de 18,7 pontos entre os dois indicadores.
 
Em bases trimestrais, o ICOM subiu pela segunda vez consecutiva no segundo trimestre, influenciado pela melhora das expectativas. O IE-COM médio ficou 5,6 pontos acima do nível do trimestre anterior; já o ISA-COM terminou o trimestre 0,9 ponto abaixo do trimestre anterior, influenciado pelo mínimo histórico registrado em abril. 
 
Embora uma parte da melhora dos dados tenha sido relacionado a componentes subjetivos e sujeitos aos riscos associados ao ambiente político, a FGV diz que a sondagem do comércio começa a captar os primeiros sinais de melhora em indicadores mais relacionados a decisões internas das empresas, como as de compras e de manejo do quadro de pessoal, que não integram o ICOM. Por enquanto, o aumento de tais indicadores no segundo trimestre sinaliza uma atenuação da tendência de queda tanto das compras quanto do total de pessoal ocupado no setor.
 
“Com alta consistente no bimestre maio-junho, a confiança do comércio se afasta do mínimo histórico de dezembro passado. A combinação de relativa estabilização do Índice da Situação Atual e alta expressiva do Índice de Expectativas no ano sugere que o ritmo de queda do consumo vem se arrefecendo em 2016 e que o setor vai se tornando gradualmente menos pessimista em relação à evolução futura da economia. A manutenção de níveis elevados de incerteza política, no entanto, pode dificultar novos avanços.”, diz Aloisio Campelo Jr., superintendente adjunto para ciclos econômicos da FGV/IBRE, em comunicado

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