Confiança da indústria atinge menor patamar da história

Jornal GGN – O Índice de Confiança da Indústria (ICI) recuou 2,9% entre agosto e setembro, ao passar de 68 para 66 pontos, atingindo o menor nível da série histórica apurada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado sucede uma alta de 1,5% em julho e queda de 1,6% em agosto.

A queda atingiu 10 dos 14 principais segmentos acompanhados pela pesquisa, e foi determinada principalmente pela piora das expectativas em relação aos meses seguintes. O Índice de Expectativas (IE) recuou 4,2% em relação ao mês anterior, atingindo 64 pontos, o mínimo histórico. Já o Índice da Situação Atual (ISA) diminuiu 1,9%, para 67,9 pontos, o segundo menor patamar da série, inferior apenas aos 67,3 pontos registrados em outubro de 1998.

O quesito que apura o ímpeto de contratações pelas empresas industriais nos três meses seguintes foi o que mais contribuiu para a queda do IE em setembro. Houve diminuição na proporção de empresas prevendo aumento do pessoal ocupado, de 7,3% para 6,1%, e aumento da parcela das que projetam redução, de 30,7% para 34,5% – a maior desde janeiro de 1992 (38,7%).

O indicador que avalia a satisfação com a situação atual dos negócios exerceu a maior influência na diminuição do ISA. A proporção de empresas que avaliam a situação dos negócios como fraca atingiu o máximo histórico em setembro, ao aumentar de 46,9% para 49,1%. Já a parcela de empresas que avaliam a situação como boa diminuiu de 8,6% para 8,0% do total.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 1,2 ponto percentual entre agosto e setembro, ao passar de 77,7% para 76,5%, o menor nível desde janeiro de 1993 (73,6%). A edição de setembro de 2015 coletou informações de 1.130 empresas entre os dias 03 e 24 deste mês.

“Fatores negativos de origem econômica associam-se às incertezas do ambiente político para determinar a persistência da tendência de queda da confiança industrial. A piora mais expressiva das expectativas desde abril sugere que, em setembro, o setor continua sem ver sinais de recuperação consistente no horizonte de três a seis meses.” afirma Aloisio Campelo Jr., Superintendente Adjunto para Ciclos Econômicos da FGV/IBRE, em comunicado.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome