Confiança do consumidor perde força em setembro

 
Jornal GGN – O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) recuou 5,3% em setembro de 2015, atingindo 76,3 pontos, o menor nível da da série histórica pelo terceiro mês consecutivo, de acordo com levantamento elaborado pela Fundação Getulio Vargas (FGV).
 
Entre agosto e setembro, o Índice da Situação Atual apresentou um recuo de -6%, atingindo novo mínimo histórico pela sexta vez apenas esse ano. O de compra de bens duráveis foi a que mais contribuiu para a Índice de Expectativas (IE) também registrou um novo patamar mínimo da série, ao passar de 85,7 para 81,1 pontos, uma queda de 5,4%.
 
O indicador que mede o grau de satisfação com a situação econômica atual atingiu o mínimo histórico, de 17,8 pontos, ficando pela primeira vez abaixo dos 20 pontos.  Apenas 3% dos consumidores afirmam que a situação econômica está “boa”, enquanto 85,2% respondem estar “ruim”.
 
Dentre os quesitos que compõem o ICC, a intenção queda do ICC neste mês. O indicador de Compra de Duráveis para os próximos seis meses manteve a trajetória de queda dos últimos sete meses, ao cair de 68,6 pontos para 62,8 pontos. A pesquisa mostra que 9,3% dos consumidores brasileiros preveem comprar mais nos próximos seis meses; 46,5% dizem que as compras serão menores que as realizadas nos seis meses anteriores.
 
Os consumidores com renda familiar mensal entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 e acima de R$ 9.600,00,  apresentaram a maior deterioração da confiança em setembro, com quedas de -8,4% e -7,4%, respectivamente. Em todas as classes de renda, o nível de confiança atingiu o mínimo histórico dos últimos 10 anos.
 
“A queda do ICC em setembro decorre da deterioração dos fatores que vêm determinando a piora das expectativas ao longo dos últimos 12 meses: enfraquecimento da atividade econômica, com reflexo crescente no mercado de trabalho, aceleração da inflação e aumento da incerteza. Para mudar esse cenário será necessária uma sucessão de boas notícias no front econômico e da atenuação das tensões no ambiente político.”, afirma Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora da Sondagem do Consumidor, em comunicado.

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