Confiança do empresário paulistano cresce 1,5% em maio

Resultado denota sinais de retomada após período de incertezas

Jornal GGN – O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC) atingiu 75,9 pontos em maio, o que corresponde a uma elevação de 1,5% em relação a abril, segundo levantamento elaborado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP). Na comparação com o mesmo período de 2015, porém, houve queda de 7,2%.

Mesmo com a elevação em maio, o índice abaixo dos 100 pontos – a última vez que superou a marca foi em dezembro de 2014 – sinaliza que continua o pessimismo dos empresários com relação ao nível de atividade em geral da economia. Apesar de mostrar crescimento, o resultado ainda está próximo do menor patamar já atingido pelo indicador – 72,3 pontos em setembro de 2015.

O Índice das Condições Atuais do Empresário do Comércio (ICAEC) atingiu 39,8 pontos, elevação de 2,3% na comparação com abril. O item que mede o humor do empresariado sobre as condições atuais do comércio (CAC) foi o principal responsável pela elevação no mês, pois subiu 3,3%. Na comparação com maio de 2015, porém, houve retração de 11,1% no ICAEC.

O Índice de Expectativa do Empresário do Comércio (IEEC) de maio, por sua vez, mostra que o empresariado está um pouco mais otimista em relação ao futuro e registrou alta de 1,3%, passando de 117,4 pontos em abril para 118,9 pontos em maio. A alta no IEEC foi motivada pela expectativa do comércio (EC), que teve alta de 3,4% no mês.

Já o Índice de Investimento do Empresário do Comércio (IIEC), que mede a propensão dos empresários em relação a novos investimentos, cresceu 1,5% em maio e contabilizou 69,2 pontos. O subitem que mais contribuiu para a elevação do índice foi a situação atual dos estoques (SAE), que registrou alta de 3,7%.

O período de pesquisa apresentou grande discrepância na confiança entre os donos de grandes e pequenas empresas. Enquanto nas com menos de 50 funcionários o ICEC cresceu 1,8%, nas grandes companhias, que empregam mais de 50 pessoas, o índice caiu 9,9%. Para a Federação, o que puxou o indicador geral no mês foram as pequenas empresas, que também começam a vislumbrar uma melhoria após um longo período de incerteza.

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