Conselhos para não perder dinheiro com a disparada do dólar

O primeiro passo para não se deixar atingir pelo tiroteio do câmbio é entender o momento atual.

Há dois tipos de crise cambial: a efetiva e a de expectativas.

A efetiva leva em conta os fundamentos da economia e a gravidade do quadro político e econômico. É quando há a fuga de dólares. Os investidores passam a vender seus dólares para retirá-los do país, pressionando as cotações. As empresas não conseguem dólares para quitar ou rolar seus financiamentos.

A crise de expectativas é mais branda. Não há risco de calote ou inadimplência, mas uma tensão política. Como, por exemplo, o jogo atual em relação ao pacote fiscal e à crise política.

Como não é estrutural, não depende do fluxo de entradas e saídas de dólar, mas unicamente do exercício de comprar ou vender dólares internamente.

É o caso atual em que a maioria das empresas tem seus passivos em dólares cobertos por operações de hedge bancadas pelo Banco Central.

Os dois tipos de crise exigem estratégias diversas dos especuladores.

A estratégia nas crises estruturais

Nas crises estruturais, há risco efetivo de fuga de dólares provocando moratórias ou calotes.

Os investidores profissionais percebem que a crise é estrutural e que só haverá reequilíbrio com uma desvalorização cambial.

O que eles planejam então é o seguinte:

1.     Compram dólares no começo da escalada e remetem para fora.

2.     Aguardam a alta bater no pico.

3.     Quando bate no pico, há um impacto sobre a inflação. O Banco Central aumenta a Selic então, como reação à inflação e para atrair dólares.

4.     Os investidores trazem rapidamente os dólares de volta, vendendo na alta. Recolhem os reais e aplicam em renda fixa. Depois, ganham com os juros e ganham com a queda no valor do dólar. Tudo sem risco porque, com a desvalorização cambial, o balanço de pagamentos volta a se reequilibrar.

Exemplo simples:

1.     Quando o dólar bate em R$ 4,00, o investidor traz US$ 100 milhões, converte em R$ 400 milhões e aplica em uma Selic a 14,5%.

2.     Um ano depois, os R$ 400 milhões, a 14,5%, estarão em R$ 458 milhões. Supondo que o dólar volte para R$ 3,00, os R$ 458 milhões equivalerão a US$ 152,7 milhões, ou uma rentabilidade de 52,7% em um ano.

As estratégias nas crises de expectativa

Nas crises de expectativa – como a atual – o jogo é mais simples.

Os especuladores se concentram em episódios pontuais – por exemplo, a avaliação das agências de risco, ou o embate pelas reformas fiscais, ou a guerra pelo impeachment.

Os especuladores ajudam a incendiar o mercado com toda sorte de boatos, que a imprensa se encarrega de propagar. Os profissionais dispõem de assessoria que os ajuda a separar os fatos e a deixar de lado a espuma e entender os momentos de gatilho: ou seja, os fatos políticos que reduzirão (ou aumentarão) a volatilidade da crise.

Sabem, por exemplo, que a crise atual tem data marcada, com vários episódios pontuais que provocarão a queda do dólar. Por exemplo:

1.     Aprovação do pacote fiscal e da CPMF.

2.     Realinhamento da base de apoio político de Dilma.

3.     Uma reforma ministerial politicamente bem-sucedida.

Nesse caso, o dólar voltaria para perto dos R$ 3,50.

O segundo cenário com que o mercado trabalha é o de queda de Dilma. Nesse caso, haveria um período maior de nervosismo, devido às dúvidas com a transição.

O dólar de paridade e faces da especulação

Em nenhum país do mundo comparam-se valores nominais de moedas em períodos diferentes. Um dólar em 1890 valia muitas vezes mais do que um dólar em 1990, que por sua vez valia mais que um dólar em 2015 porque houve aumentos de preços no período e, consequentemente, perdas de valor do dólar. O mesmo vale para o real de junho de 1994, de abril de 2004 e de agora.

Quando se discute o câmbio – isto é, a relação entre moedas de mais de um país – tem que se pegar o valor das moedas ao longo dos tempos, a inflação interna de cada país para, então, poder comparar o câmbio em diversos períodos.

Tem mais ainda. O câmbio serve para definir as relações comerciais entre países. Como o Brasil comercializa com vários países e blocos econômicos – e não apenas com países na zona de influência do dólar – o Banco Central calcula mensalmente um índice chamado de taxa de equivalência de câmbio. No cálculo entram os valores das moedas e da inflação em cada bloco de países.

Com as contas corretas, o comportamento do real – frente a essas moedas – foi o seguinte, em todo o período do real.

Ou, em números.

Em reais de equivalência, em setembro de 2001 o dólar bateu em R$ 4,09. Em outubro chegou a R$ 5,13. Em fevereiro de 2003 estava em R$ 4,80, ou seja 20% a mais do que agora.

Não significa que o movimento atual do dólar seja insignificante. Significa apenas que o câmbio passou por esses estresses em outras oportunidades e o tal do mundo não se acabou.

Os vários tipos de crise cambial

Entendido o conceito de câmbio de paridade, e de crises, vamos às características das crises atuais.

No segundo semestre de 1998 – período eleitoral – o país estava tecnicamente quebrado. Houve enorme fuga de capitais. A desvalorização cambial foi contida por um empréstimo do FMI que garantiu o câmbio até as eleições, para os especuladores poderem sair relativamente ilesos do país.

Em 2002 houve movimento semelhante, devido aos primeiros soluços da crise internacional e, também, às barbeiragens cometidas pelo Banco Central de Armínio Fraga,

Foi um problema grave, porque os bancos estrangeiros estancaram completamente suas linhas de crédito, cabendo ao Banco do Brasil captar no mercado internacional para suprir o mercado interno. E ainda havia as dúvidas sobre o novo governo que chegava. Nessa época, também houve fuga de dólares. Ou seja, foi um momento imensamente mais nervoso e volátil que o atual.

Em 2008, caminhava-se para outra crise externa devido à política de apreciação cambial de Henrique Meirelles. O que evitou o país, na época, foi a crise internacional.

Recomendações ao investidor

Nesses momentos de tiroteio, não se fie nas notícias dos jornais. Somente os profissionais saberão separar factoides de fatos concretos.

A única informação que interessa no jornal é a quantidade de manchetes terroristas sobre o dólar. Deixe para quitar seus compromissos em dólar quando sentir que o terrorismo está amainando e que está reduzindo a volatilidade do dólar.

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30 comentários

    • Pois hoje li um artigo

      Pois hoje li um artigo interessante no globo, de José Paulo Kupfer. Vale a pena ser lido. É claro que no meu caso nenhum temor de ter problemas diretos com o dólar, porque o bichinho não faz parte do meu círculo de amizades. Mas indiretos, com certeza, pelo menos no preço do azeite.

  1. Gastos em viagens internacionais caem 46% em agosto

    Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

    Os gastos de brasileiros em viagem ao exterior em agosto chegaram a US$ 1,263 bilhão, queda de 46,26% em relação ao mesmo mês de 2014 (US$ 2,350 bilhões), de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados hoje (22).

    Nos oito meses do ano, essas despesas somaram US$ 12,879 bilhões, queda de 25,13% na comparação com igual período do ano passado (US$ 17,201 bilhões).
    O chefe do Departamento Econômico do BC, Tulio Maciel, destaca que a alta do dólar influencia rapidamente – e com intensidade – os gastos com viagens internacionais. Maciel também citou a redução da renda devido à queda da atividade econômica. “De forma geral, acredito que o brasileiro viajará menos ao exterior tendo em vista o encarecimento de passagens áreas e das despesas no exterior de forma geral”, disse.

    As receitas de estrangeiros em viagem no Brasil chegaram a US$ 436 milhões, no mês passado, contra US$ 493 milhões, em agosto de 2014. Nos oito meses do ano, as receitas ficaram em US$ 3,847 bilhões, ante US$ 4,863 bilhões em igual período 2014.

    Com esses resultados de despesas e receitas, o déficit na conta de viagens internacionais ficou em US$ 9,032 bilhões, nos oito meses do ano. Hoje o BC revisou a projeção para o déficit em viagens internacionais de US$ 14,5 bilhões para US$ 13 bilhões este ano.
     
    Edição: José Romildo
    URL:
    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-09/gastos-em-viage

     

  2. Setor Externo(antes do dólar atingir os R$ 4,05)

    Banco Central do Brasil -NOTA PARA A IMPRENSA – 22.9.2015(ZIP – 187 Kb—-.xls)

    I – Balanço de pagamentos – Agosto de 2015
    Em agosto, as transações correntes apresentaram deficit de US$2,5 bilhões, acumulando, nos últimos doze meses, saldo negativo de US$84,5 bilhões, equivalente a 4,34% do PIB. Na conta financeira, as captações líquidas superaram as concessões líquidas em US$2,1 bilhões, destacando-se os ingressos líquidos de US$5,2 bilhões em investimento direto no país.

    A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$2,6 bilhões no mês, recuo de 30,2% na comparação com agosto de 2014. As despesas líquidas com transportes recuaram 55,6%, na mesma base de comparação, atingindo US$365 milhões. O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$827 milhões, 55,5% inferiores ao ocorrido em agosto do ano anterior, apresentando reduções de 46,3% nos gastos de turistas brasileiros em viagens ao exterior e de 11,7% nas despesas de viajantes estrangeiros ao Brasil. As despesas líquidas com aluguel de equipamentos somaram US$1,4 bilhão, 4,2% superiores ao resultado de agosto de 2014. Na mesma base de comparação, as despesas líquidas com serviços de propriedade intelectual, e com telecomunicação, computação e informações, recuaram 16% e 23,6%, na ordem.

    As despesas líquidas de renda primária totalizaram US$2,6 bilhões em agosto, recuo de 38,8% na comparação com o mesmo mês do ano anterior. As remessas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$1,5 bilhão, ante US$3 bilhões, em agosto de 2014. As despesas líquidas de juros somaram US$1 bilhão, 10,7% inferiores ao resultado do período comparativo. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$1,5 bilhão, redução de 44,4%, na comparação com agosto de 2014. As despesas líquidas de renda de investimentos em carteira reduziram para US$900 milhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, US$307 milhões; de juros de títulos negociados no mercado externo, US$224 milhões, e no mercado interno, US$369 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$384 milhões, 42,5% acima do registrado em agosto do ano anterior, enquanto as receitas de reservas atingiram US$219 milhões.
    A conta de renda secundária apresentou ingressos líquidos de US$219 milhões. A receita bruta de transferências pessoais atingiu US$212 milhões no mês, 30,6% acima do resultado observado em agosto do ano anterior.
    Os investimentos diretos no exterior somaram aplicações líquidas de US$308 milhões, compreendendo US$363 milhões em participação no capital, incluídos US$443 milhões decorrentes do reinvestimento de lucros; e retornos de US$55 milhões, proveniente de operações intercompanhias.
    Os investimentos diretos no país aumentaram US$5,2 bilhões, dos quais US$3,3 bilhões em participação no capital, incluídos US$785 milhões decorrentes de reinvestimento de lucros; e US$2 bilhões em operações intercompanhias. Em doze meses, os ingressos líquidos dos investimentos diretos no país somaram US$73,6 bilhões, equivalentes a 3,71% do PIB.

    Os investimentos em carteira passivos somaram saídas líquidas de US$1,6 bilhão em agosto, compostos por remessas líquidas de US$1,1 bilhão em ações e US$673 milhões em títulos de renda fixa, e ingressos líquidos de US$181 milhões em fundos de investimento. Os investimentos em títulos de renda fixa negociados no país totalizaram ingressos líquidos de US$741 milhões. As operações com títulos soberanos negociados no exterior somaram amortizações de US$1,2 bilhão, decorrentes do exercício, pelo Tesouro, da opção de amortização antecipada e integral do Global 40. Os demais títulos de renda fixa de longo prazo negociados no exterior apresentaram amortizações líquidas de US$259 milhões, enquanto os de curto prazo registraram ingressos líquidos de US$30 milhões.

    Os outros investimentos ativos aumentaram US$3,7 bilhões, compreendendo expansão de US$507 milhões em depósitos mantidos por bancos brasileiros no exterior, e de US$569 milhões em depósitos de titularidade de empresas não financeiras. Os créditos comerciais e adiantamentos cresceram US$2,7 bilhões em agosto.
    Os outros investimentos passivos registraram ingressos líquidos de US$3,1 bilhões. Os ingressos líquidos decorrentes de créditos comerciais e adiantamentos atingiram US$1,7 bilhão, concentrados em operações de curto prazo. Os empréstimos totalizaram ingressos líquidos de US$1,5 bilhão.

    II – Reservas internacionais
    As reservas internacionais no conceito liquidez totalizaram US$370,6 bilhões em agosto de 2015, redução de US$193 milhões em relação ao mês anterior. Em agosto, o estoque de linhas com recompra atingiu US$2,4 bilhões, decréscimo de US$100 milhões em relação à posição de julho de 2015. A receita de remuneração das reservas somou US$219 milhões. As variações por preços e por paridades reduziram o estoque em US$349 milhões e US$147 milhões, respectivamente. No conceito caixa, o estoque de reservas atingiu US$368,2 bilhões em agosto, redução de US$93 milhões em relação ao mês anterior.

    III – Dívida externa
    A posição da dívida externa bruta estimada para agosto totalizou US$346 bilhões, redução de US$3,2 bilhões em relação ao montante apurado para junho de 2015. A dívida externa estimada de longo prazo atingiu US$287,1 bilhões, redução de US$2,2 bilhões, enquanto o endividamento de curto prazo somou US$58,9 bilhões, diminuição de US$1 bilhão no mesmo período.
    Dentre os determinantes da variação da dívida externa de longo prazo no período, destacam-se os empréstimos líquidos tomados pelo setor financeiro, US$2,4 bilhões, a amortização de títulos do governo, US$1,3 bilhão, e as reduções decorrentes de variações por paridades e preços, US$1,4 bilhão e US$1,5 bilhão, respectivamente. A variação da dívida externa de curto prazo no período é explicada, principalmente, por amortizações de empréstimos tomados pelo setor não financeiro, US$839 milhões.

    URL:
    http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPEXT
    http://www.bcb.gov.br/?ECOIMPHIST

  3. Hoje, as reservas internacionais somam US$ 370 bilhões.

    Tombini não descarta venda de dólares das reservas internacionais
    24/09/2015 12p4—Brasília—Kelly Oliveira – Repórter da Agência Brasil

    O presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini, não descartou a possibilidade de venda de dólares das reservas internacionais, no mercado à vista. O dólar está em forte alta, nos últimos dias. Hoje (24), a moeda chegou a ser cotada a R$ 4,2479, às 10p9, e às 12h09, estava em R$ 4,2026. Ontem (23), o dólar comercial fechou cotado para venda em R$ 4,146.
    Hoje, as reservas internacionais somam US$ 370 bilhões.

    “Todos os instrumentos estão no raio de ação do Banco Central caso seja necessário”, disse Tombini, que participou, pela primeira vez, do início da coletiva de imprensa sobre o Relatório Trimestral de Inflação, divulgado hoje (24) pelo BC.

    Nessa quarta-feira, o BC fez leilões de venda de dólares das reservas internacionais com compromisso de recompra futura e de novos contratos de swap (operação equivalente à venda de dólares no mercado futuro), o que não era feito desde abril. O BC vinha fazendo apenas operação de rolagem (renovação) de swaps cambiais.
    Tombini destacou que a atuação do BC tem o objetivo de fazer com que o mercado de câmbio funcione e para diminuir as volatilidades (fortes oscilações).

    O presidente do BC não descartou mudanças nos depósitos compulsórios, recursos que os bancos são obrigados a deixar depositados no BC. Ele disse que está monitorando as condições de liquidez (recursos disponíveis) na economia. Ao reduzir compulsórios, o BC libera mais recursos para circulação no mercado. “Temos todos os instrumentos à disposição no nosso raio de ação para tratar em período de maior estresse da economia brasileira”, disse.

    Tombini também afirmou que a estratégia de política monetária é de manutenção da atual taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%, “por período suficientemente prolongado”. Segundo Tombini, as elevações de juros no mercado, maiores nos últimos dias, “não devem ser entendidas como expectativa para a trajetória futura para a taxa Selic. Não servirá de guia para a condução da política monetária nos próximos meses”, enfatizou.

    Tombini acrescentou que o BC trabalha em conjunto com o Tesouro Nacional para reduzir as fortes oscilações nos mercados financeiros, em momento de “maior estresse financeiro”.
    Edição: Carolina Pimentel

    URL:

    http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2015-09/tombini-nao-des

     

  4. A dívida pública não está atrelada ao câmbio

    Mais importante do que impedir novas altas exageradas dólar, é impedir que o dólar volte a cair de forma acentuada, por meio de compra de dólares para aumentar novamente as Reservas Cambiais, caso seja necessário.

    Não está havendo e não haverá grandes impactos na dívida pública.

    Nas crises cambiais anteriores sempre ocorreu um grande impacto nas contas públicas em função da elevada divida externa, ou em função da existência de títulos públicos atrelados ao câmbio, em 2002 mais de 25% dos títulos públicos estavam atrelados ao câmbio.

    Desta vez, como em 2008, tanto a dívida externa é muito pequena, como praticamente não há títulos da dívida pública interna atrelada ao câmbio, e as empresas não estão com posição vendida co derivativos cambias como em 2008, muito pleo contrário

    Mesmo considerando a parcela da dívida atrelada ao IPCA, precisamos lembrar que os títulos de renda fixa mais do que compensará a correção dos títulos pelo IPCA, já que como os juros são pré-fixados está ocorrendo uma queda dos juros reais dos títulos pre-fixados da dívida pública.

    Agora com a taxa de câmbio em R$ 4,00 patamar mais do que suficiente para permitir a rentabilidade das exportações de manufaturados, bem como substituir parte das importações pela produção nacional, vamos ver como se comporta o Presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.

    A estratégia do Banco Central de tentar conter o aumento da taxa de câmbio com apenas a venda de swaps cambiais não deu certo, e a  correção da taxa de câmbio se completou de forma mais rápido do que todos esperavam, tendo como um dos impactos a inflação acima da meta estipulada pelo CMN.

    É preciso complementar a ação de vendas de swaps cambias com a venda de dólares no mercado à vista, o que levaria parte dos agentes econômicos a também a vender dólares no mercado à vista, principalmente os exportadores.

     

    Para o mercado comprar US$ 100 Bilhões das Reservas Cambiais a US$ 3,80 seriam necessário R$ 380 bilhões, o que provocaria uma nova roda de queda em real dos preços dos ativos, já que para comprar dólares os agentes econômicos precisariam vender os ativos que estão reais, ações, títulos públicos, títulos privados e imóveis

    Já ocorreu uma depreciação significativa dos ativos, imóveis, ações. títulos públicos e  títulos privados. Esta depreciação dos ativos reduz a quantidade de dólares que pode ser comprada com a venda de ativo que torna a ação de venda de parte de dólares das Reservas Cambiais mais do suficiente para impedir novas altas na taxa de Câmbio, único fator que pressiona a inflação em reais no momento.

     

    Quando ocorre uma  significativa mudança no cenário econômico pela alteração dos juros americanos, alteração da nota de crédito pelas agências internacionais ou quebra no sistema financeiro internacional, há uma intensa movimentação no mercado de câmbio.

    Se alteração provoca aumento da demanda por dólares, os agentes econômicos tomam posições compradoras no mercado de câmbio, com exportadores retendo ao máximo os dólares das exportações, os importadores comprando o mais rápido possível os dólares para quitar as importações, as instituições financeira e empresas cancelando a contratações de novos empréstimos e quitando antecipadamente os empréstimos já realizados, alterando significativamente a fluxo normal de  dólares no mercado de câmbio, o que torna necessário a ação do BC vendendo dólares para restabelecer a normalidade e sinalizar o patamar da taxa de câmbio.

    Nestes momentos alguns exportadores além de reter os dólares das exportações, passam a comprar dólares  para obter lucros financeiros, o mesmo ocorre nas instituições financeiras.

    A venda de parte dos dólares das Reservas Cambiais no mercado vista, faria com  que exportadores e importadores retomassem o fluxo normal de venda e compra de dólares.

     

     

  5. Relatório Mensal da Dívida Pública Federal-julho de 2015

    2.3 Composição—-Indexadores
    Em relação à composição da DPF, houve redução na participação da DPMFi, passando  de  95,31%,  em  junho,  para  95,06%,  em  julho.  Em  contrapartida,  a  DPFe  teve  sua  participação ampliada de 4,69%para 4,94%.  
    A parcela dos títulos com remuneração prefixada da DPF passou de 42,52%, em junho, para  41,32%,  em  julho.  A  participação  dos  títulos  indexados  a  índice  de  preços  apresentou aumento, passando de 32,62% para 33,00%.
    Já os títulos remunerados por  taxa flutuante tiveram sua participação aumentada, passando de 20,15% para 20,64%.

    O Relatório Mensal da Dívida Pública Federal apresenta informações sobre emissões, resgates, estoque, perfil de vencimentos e custo médio, dentre outras, para a Dívida Pública Federal, nela incluídas as dívidas interna e externa de responsabilidade do Tesouro Nacional em mercado. Além disso, o documento contém informações sobre o programa Tesouro Direto e realiza acompanhamento do Plano Anual de Financiamento. As publicações entre 2002 e 2006 referem-se à Nota para a Imprensa – DPMFi e Mercado Aberto, descontinuada a partir de 2007.

    Relatório Mensal da Dívida – 2015

    Jul – RelatórioTabelas

     

    URL:

    http://www.tesouro.fazenda.gov.br/relatorio-mensal-da-divida

    http://www.tesouro.fazenda.gov.br/documents/10180/465921/Texto_RMD_Jul_15.pdf/77cc2da5-7fad-4fe7-b8cd-52e8d18cf1b7

  6. sugestão

    o que é ainda “mais pior”: militantes pró governo desfraldando notícias desencontradas que nada mais fazem que ecoar o fim deste ciclo político… ou seus opositores neo-liberais, caricaturas de operadores de mercado, recusando-se admitir que a mão invisível é da plutocracia rentista trans-nacional?

    nem percamos tempo buscando a resposta para este impasse do ainda “mais pior”. dediquemos nossos esforços para revelar o óbvio por trás da “alta” do Dólar: câmbio não pode “flutuar” ao sabor dos interesses dos rentistas, câmbio deve ser administrado em prol dos interesses da nação e do povo.

    então, sugestão para a nação e o povo não perderem dinheiro com a especulação com o Dólar: câmbio administrado, controle de fluxo de capitais e Selic indexada ao índice de emprego e crescimento do PIB.

    .

  7. AGORA PODEMOS PAGAR MAIS DA METADE DA DÍVIDA PÚBLICA INTERNA!

    Com o dolar a 4 reais, nossas reservas valem cerca de 1,5 trilhões de reais. para uma dívida interna de 2,4 trilhões…

    O mais importante é saber o que, e quem está por trás da especulação financeira!

    ESPECULAÇÃO INTERNACIONAL QUER DESESTABILIZAR O ATUAL GOVERNO!

    O QUE ACONTECE QUANDO TODO MUNDO DESCOBRIR QUE O DÓLAR ESTÁ ALTO DEMAIS?

    O PSDB e seus políticos precisam pagar um preço muito alto nas urnas, por apoiar interesses alheios à sociedade brasileira. A especulação financeira sabotou nossa economia. Enquanto os especuladores enchem seus bolsos, uma infinidade de pessoas quebra a cara. Para isso eles precisam de alguns ingredientes, um saco cheio de dinheiro, sabotar a economia, e uma ajudinha das TVs, jornais, e revistas. Precisamos DENUNCIAR E DIVULGAR quem são os agentes da especulação financeira internacional, quem trabalha para esses especuladores aqui no Brasil, quem quer desestabilizar a economia e vender nosso patrimônio aos estrangeiros.

    Eles agem de forma muito simples, compram volumes gigantescos de dólares no mercado, que está a um preço razoavelmente baixo (de preferência mandam pro exterior), sem necessidade, num processo anormal, apenas para que o preço do dólar suba. Para que empresas que têm dívidas em dólar, procurem pela moeda no mercado e encontrem dificuldades para isso. É uma verdadeira sabotagem à economia, que eleva artificialmente o preço do dólar, deixa o governo com as contas externas no vermelho (sai mais dólares do que entra no país), e provoca uma corrida atrás do dólar, fazendo seu preço subir mais ainda. Mesmo com o governo tendo quase meio trilhão de dólares em reservas depositadas no exterior…

    Quando o mercado perceber que o governo fez um ajuste responsável, que as reservas são suficientes para pagar todas as dívidas das empresas brasileiras em dólar (as do governo já foram pagas), e que a economia não está tão ruim como a mídia tradicional quer demonstrar; vai ter neguinho louco, querendo vender o que comprou de dólar, e ninguém mais vai pagar o que o sujeito quer…

    Na especulação é assim! Enquanto milhares e até milhões de pessoas contribuem com os especuladores, para o aumento indevido do preço de seu produto (dólar), aqueles que têm um saco de dinheiro escondido com dólar a 2,8 reais, vão vendendo à vontade, e faturando. Quando ninguém mais quiser o tal do dólar, que também é uma moeda ruim e inflacionada, quem comprou o dólar alto quebra a cara, porque ele vai sobrar no mercado, e seu preço despencará. Mas eles não ficarão tão tristes, porque quando estiver a menos de 3 reais, os próprios especuladores começarão a comprá-los de volta.

    Que isso sirva de lição aos empresários brasileiros de porte suficiente para tomar empréstimos em dólar, para verem como ficam vulneráveis, e são feitos de trouxas, achando que seria tão vantajoso esses empréstimos. Não existe nada mais seguro do que o próprio país. Por isso toda a sociedade deve lutar para acabar com a roubalheira, e ter um BNDES forte, com crédito abundante, e juros de país desenvolvido…

    O problema maior é que não são apenas os oportunistas e desavisados que perdem. Quando começa a sair mais dólar do que entra do país, o governo normalmente aumenta os juros, pra atrair dólares do exterior, que vem atrás desses juros altos, evitando que a especulação ganhe ainda mais corpo, prejudique nossas empresas endividas em dólar, e contribua para o processo inflacionário. Não deixa de ser uma solução interessante, até que a economia volte ao normal, ainda que atrapalhe os investimentos produtivos e o consumo no país. Porém, melhor seria o governo reunir esses grandes empresários, negociar condições para que antecipem seus pagamentos no exterior, utilizando nossas reservas para isso, e diminuindo a procura por essa moeda. Existem reservas pra pagar todas as nossas dívidas em dólar, uma vez protegido o setor produtivo, o câmbio flutuante que jogue o dólar lá pra cima, e os desavisados que corram pra comprar dólar. O troco que podemos dar no mercado internacional é esse, desencorajar os negócios em dólar. Inclusive, para se dispor de suas reservas, o governo venderia títulos do tesouro americano, dando o troco, e fazendo com que muita gente perca dinheiro lá fora também.

    É um jogo onde o Brasil não tem como perder! Só não pode permitir que nossas empresas se endividem acima de um limite, onde comprometa as contas externas. Afinal, pra que precisamos de tantas reservas? Temos quase meio trilhão de dólares em reservas, que são usadas para especulação financeira no exterior, investidas em títulos americanos, que também são desvalorizados pela inflação deles. Mesmo com tudo isso, sofremos um ataque especulativo na economia. Se tivéssemos apenas 100 bilhões de reservas, e nossas empresas não devessem nada em dólar, teríamos uma economia igualmente saudável.

    Como os juros altos inviabilizam investimentos produtivos, e dificultam o consumo, reduzindo a atividade econômica, a renda, e aumentando o desemprego; toda a população acaba pagando pela ação desses traidores do país, com nossa economia patinando por mais de ano. A solução adotada pelo governo de aumentar os juros é mais simples, e menos ousada, mas também trará resultados, como ocorreu com a Argentina, que superou recentemente um ataque especulativo.

    Nossos prejuízos são equivalentes aos lucros dessa corja, que age como vermes, engordando sem trabalhar nem produzir absolutamente nada! Por isso defendemos o IMPOSTO SOBRE ESPECULAÇÃO FINANCEIRA, e remessa de lucros para o exterior apenas em reais. No dia em que conquistarmos isso, nossa moeda será defendida internacionalmente, e não especulada:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/674571259345206/?type=3&theater

    Apenas uma pequena parcela da população sai beneficiada, justamente a que financia a campanha política do PSDB, os exportadores. Pois quando a renda diminui, nossas empresas vendem menos, exceto os exportadores, cujos clientes estão no exterior. Esses deitam e rolam, porque salários não significam consumo para eles, mas apenas custo. Enquanto o país inteiro vive um aperto, os exportadores dão risadas. Sem contar que com o dólar alto os lucros da exportação ficam bem maiores. Imaginem quanto ganha, quem consegue num curto espaço de tempo comprar 50 bilhões de dólares a 2,80 e vender a 4,00 reais! Isso dá um lucro de 60 bilhões de reais. Se apenas 50 especuladores se reunirem para isso, dá 1,2 bilhões limpinhos para cada um.

    MAS QUEM SÃO OS EXPORTADORES?

    Normalmente empresas gigantescas, principalmente multinacionais! Como a Chevron, que adotou o Serra e o PSDB, junto com outros exportadores. Afinal, o “saco” de dinheiro tem que vir de algum lugar. Imaginem o quanto essa gente quer comprar a Petrobrás, e do que são capazes, para comprá-la a preço de banana, promover um arrocho salarial no Brasil, para que não tenhamos dinheiro para consumir o petróleo extraído, que será quase todo exportado para Estados Unidos e Europa. Cumpre ressaltar, que multinacionais são importantes em nossa economia, não estão todas alinhadas, e devem ser até estimuladas:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2014/11/como-deixar-de-ser-colonia.html?view=flipcard

    Especulação serve também para sabotar empresas! Como? Muito simples! Faça uma lei, como fez o PSDB com o Fernando Henrique, reduzindo o rigor na administração das estatais, fomentando a roubalheira por vários anos. Depois, faça com que alguns ladrões entrem em setores estratégicos da empresa. Com a roubalheira, a empresa não terá o desempenho esperado, e quando estourar o escândalo, suas ações podem despencar, tornando-se muito mais baratas para quem quer comprar a empresa. A única coisa que falta é receber o aval para vender a Petrobrás, coisa que a Dilma nunca dará! Mas, afinal,

    POR QUE SERÁ QUE QUEREM TIRAR A DILMA DE LÁ MESMO?

    SERÁ QUE O “SACO” DE DINHEIRO “CONVENCERÁ” PARLAMENTARES SUFICIENTES PRA ISSO NO CONGRESSO?

    Todas as informações aqui prestadas encontram-se nos links abaixo. Inclusive, vejam como a Noruega, país mais desenvolvido do mundo, também explora petróleo através de uma empresa estatal como a Petrobrás:

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/640261436109522/?type=3&theater

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/674571259345206/?type=3&theater

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/678600542275611/?type=3&theater

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2014/11/como-deixar-de-ser-colonia.html?view=flipcard

    Vejam também a bela reportagem do GGN, demonstrando que a perseguição à Dilma está diretamente relacionada com o desejo do inescrupuloso capital imperialista internacional (não os confundam com governos estrangeiros, muito mais coerentes e responsáveis) em comprar a Petrobrás:

    https://jornalggn.com.br/noticia/privatizacoes-estariam-por-tras-da-crise-politica-por-altamiro-borges

    Aliás, vejam como o imperialismo internacional quer que viremos um imenso deserto, e que nossa população morra de fome; para não haver mais consumo de riquezas em nosso território, e eles possam explorar livremente nossos vastos recursos minerais. Dois estudos independentes confirmaram que em poucas décadas estará fazendo 60 graus de calor entre os trópicos, onde está a maior parte de nosso território. Enquanto Estados Unidos e Europa ficam acima dos trópicos e não sofrerão as piores consequências. Repito, não estamos falando contra governos e povos estrangeiros, que tem se demonstrado coerentes, responsáveis, e até solidários. Essa é uma denúncia contra a especulação financeira internacional, empresas que chegam a ser mais poderosas que muitos governos independentes, e aos políticos daqui a eles subordinados:

    http://democraciadiretabrasileira.blogspot.com.br/2015/05/o-futuro-que-corrupcao-politica-dara.html?view=flipcard

    Achou exagerado?

    Aceite o desafio, e tente contestar os estudos apresentados em nossos links, principalmente nesse primeiro link acima!

    OUTROS LINKS RELACIONADOS:

    __Ataque especulativo sobre a Petrobrás:

    http://www.redebrasilatual.com.br/economia/2015/03/para-economista-petrobras-esta-sob-ataque-internacional-apoiado-em-forcas-locais-2099.html

    __Ataques especulativos sobre a economia brasileira:

    http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,politica-fiscal-do-governo-sofre-ataque-especulativo-diz-secretario-do-tesouro,169297e

    http://independenciasulamericana.com.br/2013/03/argentina-brasil-sob-ataque-especulativo-global/

    __Uma pequena amostra do poder das empresas estrangeiras:

    http://www.revistaforum.com.br/blog/2015/09/o-dia-em-que-o-professor-dallari-perdeu-sua-coluna-na-folha/

    __Argentina supera ataque especulativo:

    http://www.cafenapolitica.com/gorou-o-ataque-especulativo-contra-a-argentina/

    Só que a Argentina é um país desenvolvido e está entre os 49 melhores padrões de vida do planeta, ao lado de países europeus:

    https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_Human_Development_Index

    https://www.facebook.com/democracia.direta.brasileira/photos/a.300951956707140.1073741826.300330306769305/301765136625822/?type=3&theater

    • A oposição derrotada pagará a conta nas urnas

      Colega, a oposição nas eleições em que se deram por derrotadas, pois para eles, o faz de conta que ainda não perderam é mera falácia, devem pagar a fatura para aqueles que investiram tanto no 1 como no 2 turno das eleiçoes presidenciais aos oposicionistas tucanos. Como houve a derrota, o dinheiro investido e também acredito em “casa de apostas”, foi um prejuizo enorme para estes investidores, que agora usam a oposição para causar a instabilidade e recuperarem o capital investido. O jogo é simples; investiram e perderam muito com a expectativa que sairiam vitoriosos nas urnas em 2014, agora a oposiçao deve para esta gente sob pena de serem extintos. Bem, é assim que entendo o jogo do mercado especulativo e do sistema eleitoral.

    • Especulações

      Tarde demais , eu acho . Os espertos do B.C. nem ligam se o BRL vai ao Norte ou ao Sul , o BRL e o AUD são as duas mais especuladas no momento(últimos quinze anos) , e quem fez o que para prevenir isso ? Alguém pode responder ? Algo sério , nada de paliativos .

  8. Obrigado pela aula, Nassif,

    Obrigado pela aula, Nassif, voce sempre me esclarece o economês da maneira mais simples, daí fico um pouco menos leigo. Mas o conselho final que voce dá, eu também dou, sem ter um milésimo do seu conhecimento.

    Não leia e não veja o pig! Liga no futebol, e dê um pulinho no blogs

  9. Gostaria de saber

    Nassif, Gostaria de saber o que vc acha do atual momento em que o PT esta entragando o governo ao PMDB para não sofrer o impeachment ??? Vc acha que essa política de negociata de cargos em troca de apoio político é saudável para o País, ou é a origem de toda essa baderna que se tornou o planalto ???

     

    Gostaria de saber sua opinião.. abç

  10. valor da rentabilidade taxa selic

    O correto na avaliação dos 100 milhões de dólares, ou 400 milhões de reais, aplicados em um ano pela taxa selic não seria maior ao final de um ano devido ao juro composto ? As aplicações levam em conta o juro mensal e não a taxa anual do juro, portanto a valor final seria maior devido ao juro composto, não é isso ? Obrigado.

  11. Dólar em alta

    Nunca fui afeito à enxurrada de índices. No entanto, proponho um que, se não existe, terá muita utilidade para por ordem nessa confusão: o Índice de Equivalência Cambial (a sigla tem que ser definida, pois existem muitas que coincidiriam). Neste índice seria incluída a compensação das moedas pela inflação de seus devidos países. 

     

  12. Estamos passando por um
    Estamos passando por um ataque especulativo. O pessoal do mercado financeiro já viu que não pode mais brincar com DI pois o Tombini disse que a SELIC vai ficar congelada. Então estão aplicando em dólar  e derivativos cambiais. Ontem o Tombini acertou de novo dizendo que podemos utilizar as reservas. Entretanto atacarão novamente. A única saída é criar imposto alto sobre quem retirar dólar do país e tributação de 50% sobre fundo cambial. Ai eles desistem. Ontem nessa linha saiu algo sensacional a MP 692: A PRESIDENTA DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 62 da Constituição, adota a seguinte Medida Provisória, com força de lei: Art. 1º A Lei nº 8.981, de 20 de janeiro de 1995, passa a vigorar com as seguintes alterações:     (Produção de efeitos)”Art. 21. O ganho de capital percebido por pessoa física em decorrência da alienação de bens e direitos de qualquer natureza sujeita-se à incidência do imposto sobre a renda, com as seguintes alíquotas:I – 15% (quinze por cento) sobre a parcela dos ganhos que não ultrapassar R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais);II – 20% (vinte por cento) sobre a parcela dos ganhos que exceder R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais) e não ultrapassar R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais);III – 25% (vinte e cinco por cento) sobre a parcela dos ganhos que exceder R$ 5.000.000,00 (cinco milhões de reais) e não ultrapassar R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais); eIV – 30% (trinta por cento) sobre a parcela dos ganhos que ultrapassar R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais).   Ou seja, ganho de capital começa a tributar  mais os especuladores. Precisamos de investimento produtivo. Que os abutres vão brincar na casa deles.  PS: Nassif, quando você vai fazer um post defendendo que se mantenha os recursos das pesquisas do IBGE. Tem coisa importante pra ser feita ano que vem. Até a Míriam Leitão já defendeu o IBGE e o país. Tô esperando sua contribuição… 

  13. Mas como saber quando é o

    Mas como saber quando é o pico ?

    Não tem como, ninguem sabe.

    Quem precisa comprar, o melhor, é sempre, comprar parcelado.

    Podemos fazer uma analogia com o mercado de imóveis, desde 2010 tinha gente que falava para não comprar imóvel que havia bolha, até 2014 os preços dobraram…..

  14. Eu preciso escrever sobre a

    Eu preciso escrever sobre a estupidez dos GRANDES noticiários.

       Foi neste blog que li que  a partir de hoje começa a ser pago a metade do 13 salário.

         Como sou interessado no assunto, fui me informar mais.

          Não precisei andar muito pra  ler no UOL:

              ”Como aplicar seu 13 terceiro ”

                   Aplicar 394 reais ?

                   E ignorar as contas ,comida e remédio ?

                    Por que quem escreveu não vai tomar no olho de seu c * ?

                 

  15. Legal. Na próxima encarnação,

    Legal. Na próxima encarnação, quando voltar investidora, vou usar esses e vários outros conselhos que fui juntando na dureza dessa vida.A esperança é a última, etc…

  16. Que é isso, professor ?

    É quando há a fuga de dólares. Os investidores passam a vender seus dólares para retirá-los do país, pressionando as cotações. As empresas não conseguem dólares para quitar ou rolar seus financiamentos.

    É justamente o contrário.

    Na fuga de dólares numa crise cambial, o investidor compra dólares para levá-los embora do país e não vende dólares. Ele vende seus dólares justamente quando vem investir no país e não quando está saindo.

    Como todo mundo quer comprar o preço sobe e, aí sim, as empresas que tem compromissos em dólares se ferram. 

    Tanto é assim que, quando o BC entra no mercado para tentar segurar a alta, ele entra vendendo, queimando reservas. E quando tem muito investidor chegando e vendendo dolar e a cotação cai muito, o BC entra comprando e fazendo suas reservas.

    Corrige isso aí, pelo amor de deus.

  17. ” Deixe para quitar “

     Abobrinha, conselho nada a ver,

     Quem tem compromissos em dolar , empresas, bancos, fundos, está protegido, o BACEN e o mercado secundario, estão fornecendo mecanismos de hedge faz tempo, o “tamanho” do tiro da margem é que pode dar algum problema pontual, só vamos saber dia 30/09 quem ganhou e quem perdeu.

      Já nesta briga de expectativas o Dr. Humberto Costa ( lider do PT no Senado ), deu uma bela força para segunda – feira a situação ficar quente, com sua declaração – gravada – que ” é impossivel aprovar a CPMF este ano “, musica para quem está em uma das “pontas” de 30/09.

  18. Como posa nas fotos acima, o

    Como posa nas fotos acima, o simbolo mais sagrado dos EUA, o dólar, se mostra como uma árvore que daria bons frutos na economia, todavia, ficou apenas mais verde. O seu custo anual de mais de 40% sobre os orçamentos dos governos enfeita pôsteres e papeis e retira as necessidades básicas de sobrevivência associadas aos impostos.

    Com a introdução do dólar após a segunda guerra mundial, a vida ressurgiu de um outro campo marcado pela morte: Na economia não existe nem sujeito nem objeto. Não existindo a matemática para o valor do trabalho, o modelo de vitimas que o dólar deseja não tem o nome dos sobreviventes.

    Inexplicavelmente vem os ataques especulativos que sucumbem as riquezas desvalorizadas, e, ainda sem razão, as pessoas ficam com as cicatrizes da ruína.

    As nações dependem mesmo de uma razão de referência mundial – Padrão de Valor da unidade – que as protejam e faça resistência aos especuladores. Na verdade,  o próprio  dólar bombardeia a produção, porque seus câmbios de crise, em um acampamento chamado mercado, legaliza os anos de escombros. 

    Urge explicar que as riquezas não precisam que lhes transmitam valor, ao contrário, é a nação que precisa capitar a sua graça para as pessoas trabalharem com os números da natureza, e não sofrerão tirania que não reflete os seus indivíduos.

  19. modernizar a adm cambial –

    … muito esclarecedor Nassif, seu raciocinio.

     

    mas o q nao entendo é por que o país aceita que entre dolar a R$ 4 e um ano apos (na calmaria) o dolar sai aR$ 3, 50 e o especulador ganha a diferença.

     

    soluçao :  que a contabilidade marque / fixe que nessa operaçao o dolar entrou a R$ 4 e quando sair (seja em qq data) valha os mesmos R$ 4 como entrou.  o investidor vai levar somente o ganho da aplicaçao selic .

     

    isso nao é inconstitucuinal.  e acalma os espertinhos que apostam contra o BRASIL .

  20. A presidente Dilma deveria

    A presidente Dilma deveria dar uma entrevista coletiva amanhã e falar sobre política e economia. Para reverter o jogo rapidamente, a presidente Dilma poderia afirmar categoricamente: O PT, o PMDB, o PC do B, o PDT são extremamente importantes para a governabilidade do meu governo e do país. Poderia ressaltar também os efeitos positivos do câmbio sobre nossas exportações: balança comercial superavitária, reservas cambiais entre as maiores do mundo, diminuição do déficit da balança de pagamentos em 30% este ano; o Brasil está colhendo uma safra recorde agrícola em 2015, a inflação vai cair nos próximos meses e os juros da selic também. Só estas considerações da presidente de forma assertiva e convincente podem reverter as expectativas nos próximos dias dos agentes econômicos e o país retomar o crescimento de sua economia, apaziguando os problemas políticos que atrapalham a retomada dos investimentos produtivos no Brasil.

  21. Alguns conseguem pensar que a

    Alguns conseguem pensar que a divida externa de 2, 5 trilhões fez coisas demais para o país.

    Quando os investimentos externos entram nos países reitera-se uma convicção na terra: de que atendem ao chamado da natureza externa. Os homens leigos chegam a acreditar que por trás desses dólares se ajuntaram empresas americanas que produziram superávits de valores e com as mãos eles ergueram o manto do capitalismo.

    O que podemos exemplificar, entretanto, é que o dinheiro dos investimentos externos não podem circular internamente nos países e com ele ninguém pode mandar fritar um ovo para comer, ou nos dar a ideia de outra coisa senão o sofrimento fiscal.

    A uma distância segura do Brasil, o dinheiro desses investimentos, portanto, tem como finalidade fiscalizar as relações da moeda local pelo valor da taxa Selic e delimitar [para si] os cortes nas arrecadações dos impostos que agem sobre a produção.

    O governo no caso da crise fiscal, pelas razões acima, não tem como manejar R$ 35 bilhóes  dos U$ 393 bilhões das reservas que se concentraram em passivos dos títulos públicos, posto que, ao mesmo tempo, os re-cursos externos voltaram a bancar as improváveis causas do crescimento da economia ao lado dos títulos do tesouro americano.

    Por que este tipo de conversão não é posta a prova?

    As nações são obrigadas a usar o dólar como moeda de transação internacional, com o crescimento das exportações cresce o valor potencial para o dólar, neste plano os países se anulam entre si.

    Para acertos bilaterais passa-se batido que a única função do dólar é ser o padrão de referência internacional, mas calcula-se erradamente diferenças comerciais pela inflação em moeda local.  

    O Estado paga pelas reservas internacionais serem a âncora do valor de referência em geral, mas é a volatividade que ainda faz esse trabalho. 

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