Contas externas apresentam superávit de US$ 412 milhões

Déficit acumulado ao longo do ano chegou a US$ 7,166 bilhões

Jornal GGN – As contas externas encerraram o mês de abril com um superávit de US$ 412 milhões, considerado o primeiro resultado favorável desde abril de 2009 (quando o resultado positivo foi de US$ 125 milhões), segundo dados divulgados pelo Banco Central. No mesmo mês do ano passado, o déficit em conta corrente foi de US$ 6,842 bilhões.

De janeiro a abril, houve déficit de US$ 7,166 bilhões, contra US$ 31,941 bilhões em igual período de 2015. Em 12 meses, o saldo está negativo em US$ 34,1 bilhões, equivalente a 1,97% do PIB (Produto Interno Bruto).

Na conta financeira, as concessões líquidas superaram as captações líquidas em US$ 784 milhões, com destaque para o ingresso líquido de US$ 6,8 bilhões em investimento direto no país. A conta de serviços registrou despesas líquidas de US$ 2,5 bilhões no mês, redução de 27,3% na comparação com o resultado de abril de 2015. Ao longo do período, as despesas líquidas com transportes reduziram 57,2%, comparativamente ao ocorrido em mesmo mês do ano anterior, somando US$ 263 milhões.

O item viagens internacionais registrou despesas líquidas de US$ 602 milhões, redução de 49,9%, na mesma base de comparação, enquanto o total ao longo do ano chegou a US$ 1,728 bilhão. Os gastos de brasileiros no exterior ficaram em US$ 1,076 bilhão em abril, o menor valor para o período desde abril de 2009, quanto totalizou US$ 770 milhões. No mesmo mês de 2015, os gastos ficaram em US$ 1,644 bilhão. No primeiro quadrimestre desde ano, os gastos dos brasileiros somaram US$ 4,048 bilhões, contra US$ 6,876 bilhões em igual período de 2015.

As receitas de estrangeiros em viagem no Brasil ficaram em US$ 475 milhões, no mês passado, contra US$ 444 milhões registrados em abril de 2015. De janeiro a abril, as receitas ficaram em US$ 2,320 bilhões, ante US$ 2,081 bilhões em igual período de 2015.

As despesas líquidas de renda primária atingiram US$ 1,9 bilhão no mês, queda de 48,5% na comparação com abril de 2015. As despesas líquidas de lucros e dividendos atingiram US$ 574 milhões, recuo de 75,7% ante mês correspondente do ano anterior, resultado de expansão de 114,4% nas receitas e retração de 49% nas despesas; enquanto as despesas líquidas de juros somaram US$ 1,4 bilhão, redução de 2,2% no período comparativo. As saídas líquidas de renda de investimento direto totalizaram US$996 milhões, 61,3% inferiores ao observado em mês equivalente do ano anterior.

As despesas líquidas de renda de investimentos em carteira atingiram US$ 560 milhões, compostas por despesas líquidas de lucros e dividendos, com US$ 93 milhões; juros de títulos negociados no mercado externo, com US$ 454 milhões; e juros de títulos negociados no mercado interno, com US$ 13 milhões. A despesa líquida de renda de outros investimentos somou US$ 656 milhões, alta de 13,5% comparado a abril de 2015, enquanto as receitas de reservas aumentaram 21,9%.

A conta de renda secundária registrou ingressos líquidos de US$ 219 milhões em abril de 2016. As receitas líquidas de transferências pessoais atingiram US$93 milhões no mês, 48,6% acima do observado em abril do ano anterior.

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