Crédito encerra 2014 com crescimento abaixo do esperado

Jornal GGN – As operações de crédito do sistema financeiro somaram R$ 3,022 trilhões em dezembro, com expansão de 2% no mês e de 11,3% em doze meses, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O crescimento apurado ficou abaixo do estimado pela autoridade monetária, que projetava elevação de 12% em relação ao estoque de crédito atingido no final de 2013. A relação crédito/PIB atingiu 58,9%, ante 58% em novembro e 56% no final de 2013.

Na evolução mensal, destacou-se o crédito às empresas, cuja carteira avançou 2,2%, totalizando R$ 1,608 trilhão, enquanto as operações com pessoas físicas, com um saldo de R$ 1,414 trilhão, registraram expansão de 1,8%.

As operações com recursos livres alcançaram volume de R$ 1,579 trilhão em dezembro, após avanços de 1,7% no mês e 4,7% em doze meses. No mês, a evolução de 1,9% nas carteiras de pessoas jurídicas – que apresentou um saldo de R$793 bilhões – foi impulsionada por contratações relacionadas à intensificação das atividades comerciais de fim de ano, em modalidades tais como capital de giro, desconto de duplicatas e outros créditos. Os créditos livres a pessoas físicas cresceram 1,5%, volume de R$786 bilhões, destacando-se as operações com cartão de crédito à vista.

O crédito direcionado totalizou R$ 1,443 trilhão, com expansões de 2,4% no mês e 19,6% em 2014. Os empréstimos a pessoas físicas elevaram-se 2,2% no mês (24,1% no ano), alcançando R$ 628 bilhões, favorecidos pela evolução dos financiamentos imobiliários e crédito rural. A carteira referente às empresas somou R$ 815 bilhões, aumento de 2,5% no mês (16,3% em doze meses), refletindo a expansão sazonal das concessões com recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para investimentos.

Já o volume de crédito ao setor privado cresceu 2% no mês e 10,2% em doze meses, alcançando R$ 2,826 trilhões em dezembro. No mês, sobressaíram as evoluções dos créditos para a indústria, com um volume de R$ 552 bilhões e aumento de 2,2%, e para o segmento de outros serviços, com saldo de R$ 451 bilhões e expansão de 2,7%. Em 2014, destacaram-se os financiamentos imobiliários e rurais, cujos estoques, compreendidas as operações com pessoas físicas e jurídicas, avançaram 27,1% e 18,2%, respectivamente.

Os financiamentos imobiliários totalizaram R$ 502 bilhões e corresponderam a 9,8% do PIB, ante 8,2% no final do ano passado. O crédito para o setor público somou R$196 bilhões, após expansões de 2,4% no mês e de 30,5% no ano, destacando-se os financiamentos destinados a investimentos de estados e municípios.

Segundo comunicado divulgado pela autoridade monetária, o crédito registrou desaceleração em 2014, em linha com o arrefecimento do ritmo de atividade econômica, que afetou, principalmente, a demanda por operações com recursos livres pelas empresas e famílias. O crédito direcionado também apresentou menor ritmo de expansão, mas com desempenho ainda considerado expressivo, por conta da oferta de recursos para investimentos das pessoas jurídicas e pela sustentação do crédito imobiliário. As taxas de juros subiram ao longo do ano, repercutindo os efeitos da política monetária, permanecendo favorável o comportamento dos índices de inadimplência.

 

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