A guerra sangrenta das drogas no México

3.000 (três mil!) mortes em 18 dias. Esta a macabra contabilidade dos assassinatos ligados ao narcotráfico no México. Faz anos que o país está as voltas com a violência dos “narcos”, que dominam de fato regiões inteiras do país, inclusive de dentro do aparelho estatal, principalmente nos estados do norte, fronteiriços com o maior mercado consumidor de drogas do planeta, os EUA. Ante essa escalada da violência, o presidente mexicano Calderón põe em discussão a legalização das drogas em seu país. Quando no nosso vamos começar a pensar seriamente no assunto?

Após 3 mil mortes em 18 dias, Calderón aceita discutir legalização das drogas no México

O presidente mexicano, Felipe Calderón, se disse nesta terça-feira (3/8) disposto a discutir a legalização das drogas no país, após tomar conhecimento de que em 18 dias mais de três mil pessoas morreram em crimes ligados ao tráfico.

“O debate deve ocorrer havendo pluralidade”, disse Calderón, em resposta à proposta do responsável pela ONG México Unido contra a Delinquência, Eduardo Gallo.

Para Gallo, este seria um “plano B” frente ao fracasso da atual estratégia que, com os novos dados, eleva a 28 mil o número de homicídios nos últimos três anos e meio, ou seja, desde que Calderón assumiu o poder.

“A sociedade nos exige resultados nessa matéria e não pode ser este resultado nem do improviso e nem do azar, tem que ser resultado de um processo ordenado de diagnóstico e planejamento, mas, sobretudo, de um compromisso e uma vontade firme sem os quais é impossível ter sucesso”, complementou o presidente, admitindo que seu governo não sabe explicar o que “tem feito” na luta contra o crime organizado e o tráfico

A íntegra do despacho da ANSA está aqui, no site Opera Mundi:

http://operamundi.uol.com.br/noticias_ver.php?idConteudo=5449 

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