Vitórias e derrotas da guerra do Rio

Poder de fogo dos traficantes do Rio se equivale ao da polícia (imagem: Ig)



O cerco a Rocinha e a prisão do traficante Nem, o mais novo bandido elevado a condição de mito do tráfico pela imprensa, e de seu eventual substituto, Coelho, representa uma vitória do Estado contra a criminalidade, mas está longe de significar a capitulação do crime organizado frente aos órgãos de repressão estatal.

Estudo referente a apreensão de armas no ano de 2009 pela polícia do Rio de Janeiro causa espanto até para profissionais ligados a segurança pública.  Dos cerca de 9000 armamentos apreendidos naquele ano, o poder de fogo do tráfico impressiona até policiais experientes, muitas armas tinham poder de destruição de guerra, capazes até de abater uma pequena aeronave.

Como definiu o diretor de Polícia da capital, delegado Ronaldo Oliveira, “É um armamento fantástico o que apreendemos no dia-a-dia. Na Rocinha, por exemplo, quando [o chefe do tráfico] Bem-te-vi foi morto, apreendemos uma .30 zero, novinha, capaz de derrubar uma aeronave.. Em outra ocasião, em apenas uma operação, em 2007, pegamos 15 ou 17 fuzis no Dona Marta [favela com Unidade de Polícia Pacificadora], muitos deles novos”.
 
Pois bem, estes números, uma espécie de razoável amostragem do arsenal bélico em poder dos traficantes…

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