Déficit primário: pior maio desde 99

Da Agência Brasil

Contas do Governo Central têm pior resultado primário para meses de maio desde 1999

Daniel Lima
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O resultado primário do Governo Central (Banco Central, Tesouro Nacional e Banco Central) foi deficitário em R$ 509,7 milhões em maio, segundo informou hoje (29) o Ministério da Fazenda. Foi o pior resultado para o mês desde de 1999, quando foi registrado um déficit de R$ 650 milhões.

O resultado primário é a diferença entre o que o país arrecada e o que gasta, da qual é tirado um percentual para honrar compromissos financeiros do país, inclusive o pagamento de juros da dívida pública.

Em maio, o Tesouro Nacional registrou superávit de R$ 2,1 bilhões, enquanto a Previdência Social e o Banco Central registraram déficits de R$ 2,6 bilhões e R$ 39,3 milhões, respectivamente.

Em Em maio do ano passado, o Governo Central também registrou resultado negativo, de R$ 366,9 milhões.

No acumulado do ano, o resultado passou para R$ 24,209 bilhões, acima dos R$ 19,157 bilhões de igual período do ano passado. A meta do governo para o segundo quadrimestre é de R$ 40 bilhões.

De acordo com o Tesouro Nacional, os investimentos cresceram 79,9% em 2010 em comparação com 2009. As despesas com o PAC aumentaram 89%. No período, o crescimento da receita bruta do Tesouro Nacional, de 8,43%, reflete a recuperação dos principais indicadores econômicos.

As transferências para Estados e Municípios nos cinco primeiros meses do ano tiveram um aumento de R$ 6,4 bilhões em comparação com o mesmo período do ano passado (12,4%), elevando-se para R$ 58,2 bilhões frente aos R$ 51,7 bilhões do ano passado.

As despesas do Tesouro Nacional totalizaram 11,9% do Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de bens e serviços produzidos no país – até maio de 2010, contra 10,47% no mesmo período do ano passado.

Em termos nominais, verificou-se aumento de R$ 27,6 bilhões (21,5%) na mesma comparação, com destaque para as despesas de custeio e de capital de R$ 22,4 bilhões (33,3%), e de R$ 5,1 bilhões (8,4%) nos gastos com pessoal e encargos sociais.

Edição: Tereza Barbosa 

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