Depois de atingir maior patamar, taxa de desocupação cai no quarto trimestre

Variação apurada pelo IBGE caiu para 13,9%, após recorde de 14,6% no terceiro trimestre; país ainda somava 13,9 milhões de pessoas sem trabalho

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A taxa de desocupação no mercado de trabalho caiu para 13,9% durante o quarto trimestre de 2020, depois de atingir 14,6% no terceiro trimestre, encerrado em setembro, o maior patamar já registrado na comparação trimestral. Os dados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Apesar do recuo de 0,7 ponto percentual, o país ainda somava 13,9 milhões de pessoas sem trabalho. Segundo Adriana Beringuy, analista do IBGE, essa reação já era esperada. “O recuo da taxa no fim do ano é um comportamento sazonal por conta do tradicional aumento das contratações temporárias e aumento das vendas do comércio. É interessante notar que mesmo num ano de pandemia, o mercado de trabalho mostrou essa reação.”, explica.

Os principais destaques foram o aumento de 10,8% no contingente de empregados sem carteira assinada que atingiu 10 milhões de pessoas, e o total de trabalhadores por conta própria, que avançou 6,8%, somando 23,3 milhões. Na mesma comparação com o trimestre anterior, empregados com carteira avançaram 1,8%, atingindo 29,9 milhões.

O percentual de trabalhadores informais subiu de 38,4%, no terceiro trimestre de 2020, para 39,5%, no quarto trimestre. Isso compreende 34 milhões de pessoas, um aumento de 2,4 milhões de trabalhadores na informalidade.

Esse resultado foi puxado pelo aumento na ocupação em quase todos os grupos de atividades: agricultura (3,4%), indústria (3,1%), construção (5,2%), comércio (5,2%), alojamento e alimentação (6,5%), informação e comunicação (5,8%) outros serviços (5,9%), serviços domésticos (6,7%) e administração pública (2,9%). Apenas transporte ficou estável.

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