Desemprego atinge 14,1 milhões no Brasil: confira os dados

A população subutilizada, ou seja, desempregados que não procuraram emprego aumentou 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – O desemprego no Brasil atingiu 14,1 milhões de pessoas, entre agosto e outubro deste ano, segundo dados divulgados hoje pelo Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) do IBGE.

Se, por um lado, apresentou uma pequena queda de 0,3 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior, ainda assim, a população subutilizada, ou seja, desempregados que não procuraram emprego aumentou 20% em relação ao mesmo período do ano passado.

A taxa de desemprego revelou ainda um alto nível de desocupação no país, mesmo que a expectativa de analistas era de uma piora em relação aos meses anteriores, o que não ocorreu. No segundo trimestre, o desemprego era de 14,6% dos brasileiros, e agora está em 14,3%.

Os dados não são para comemorar. Houve um aumento muito grande em comparação ao ano passado, quando no mesmo período eram 11,2% de desempregados.

Se por um lado, a pequena melhora do cenário é conferida com o retorno ao trabalho, pós afastamento das empresas, e o aumento da oferta, que no fim de ano historicamente absorve maior quantidade de trabalhadores, o nível da população subutilizada foi muito superior ao ano passado.

Neste segmento, estão aqueles que trabalham muitas poucas horas, insuficientes para manter o auto-sustento, e os desempregados que não procuraram emprego. São 32,5 milhões de brasileiros nesta situação, 20% a mais do que o mesmo trimestre de 2019.

Paralelamente a isso, também aumentou o emprego informal: aqueles sem carteira de trabalho somaram 9,5 milhões em outubro, um aumento de 9% em relação aos meses anteriores. E os trabalhadores por conta própria aumentaram 4,9%, antingindo 22,5 milhões.

Assim, segundo analistas, o pequeno aumento do emprego em comparação aos meses anteriores pode estar relacionado ao trabalho informal.

 

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