Deutsche Bank fechará 9 mil postos de trabalho, mas continuará operando no Brasil

Jornal GGN – Na última quinta-feira (29), o Deutsche Bank, maior banco alemão, anunciou que vai cortar 9 mil postos de trabalho em todo o mundo, fechará mais de 200 agências na Alemanha e vai se retirar de dez países. Na América Latina, o banco continuará operando apenas no Brasil. 

As mudanças fazem parte de um plano chamado “Estratégia 2020”, que tem como objetivo aumentar a rentabilidade do banco alemão, que teve prejuízo de 6 bilhões de euros no terceiro semestre de 2015. Quatro mil funcionários serão atingidos somente na Alemanha, e a empresa também vai cortar 6 mil postos de trabalho de terceirizados. Além de fechar agências na Alemanha, Deutsche Bank encerrará atividades em dez países: Argentina, Chile, México, Peru, Uruguai, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Malta e Nova Zelândia. O banco também estabeleceu cortes de dividendos para os acionistas em 2015 e 2016. 

Enviado por Nonato Amorim

Da Deutsche Welle

 
Maior banco alemão anuncia estratégias para maior rentabilidade. Além de cortes, empresa fechará agências na Alemanha e encerrará atividades em dez países. Deutsche Bank teve prejuízo trimestral de 6 bilhões de euros.

O Deutsche Bank anunciou nesta quinta-feira (29/10) o corte de 9 mil postos de trabalho no mundo e o fechamento de mais de 200 agências na Alemanha. As mudanças fazem parte da chamada “Estratégia 2020”, que visa tornar o maior banco alemão mais rentável a longo prazo. Até 2018, a empresa deve economizar 3,8 bilhões de euros.

Somente na Alemanha, a redução atingirá 4 mil funcionários. O banco deve ser tornar “mais simples e eficiente”, justificou o CEO da empresa, John Cryan. “Isso significa infelizmente que teremos que fechar algumas de nossas agências, encerrar atividades em alguns países e cortar alguns postos de trabalho nos setores de atendimento ao cliente e de infraestrutura”, acrescentou.

A empresa cortará ainda 6 mil postos de trabalho terceirizados. “Eu garanto que esses cortes serão realizados de uma forma justa e em consulta com nossas comissões de trabalhadores”, ressaltou Cryan, que assumiu a liderança do banco em julho , após a saída dos CEOs antigos devido a uma série de escândalos e ao fracasso em atingir as metas de lucro de 2015.

Além de fechamento de filiais na Alemanha, o Deutsche Bank encerrará atividades em dez países: Argentina, Chile, México, Peru, Uruguai, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Malta e Nova Zelândia. A economia também atingirá os acionistas, pois o banco estabeleceu corte de dividendos em 2015 e em 2016.

Cryan apresentou também os números do terceiro trimestre deste ano. O banco teve um prejuízo trimestral recorde de cerca de 6 bilhões de euros. “Foi um resultado absolutamente frustrante”, disse o CEO. No mesmo período do ano passado, a empresa teve um déficit de 94 milhões de euros.

Atualmente, o Deutsche Bank emprega 103 mil funcionários e tem receita anual de 32 bilhões de euros.

 
Decisão é lógica, pois economia brasileira está bem relacionada com Ásia e Europa, além de ser um mercado muito diferenciado, afirma economista. Banco alemão vai se retirar de Argentina, Chile, México, Peru e Uruguai.

No âmbito de uma profunda reestruturação, o Deutsche Bank, maior banco privado alemão, anunciou nesta quinta-feira (29/10) que vai cortar 9 mil postos de trabalho e se retirar de dez países, entre eles Argentina, Chile, México, Peru e Uruguai. O anúncio foi feito em Frankfurt pelo novo copresidente executivo, o britânico John Cryan.

Na América Latina, o Deutsche Bank permanecerá apenas no Brasil. O fechamento de suas subsidiárias na América Latina “não tem que ter necessariamente consequências negativas”, segundo o especialista em política econômica e desenvolvimento Federico Foders, do instituto econômico IFW, de Kiel, em entrevista à DW. Segundo ele, o fechamento representa uma oportunidade para bancos locais. “Espero que saibam tirar proveito”, salientou.

Apesar das previsões de contração econômica para o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina, o fechamento de filiais do Deutsche Bank “não implica uma ameaça para as economias emergentes, especialmente as da América Latina, que se caracterizam pela exportação de matérias-primas”, disse Foders.

“Não podemos esquecer, porém, que estamos numa situação em que as taxas de crescimento na América Latina e em outros países emergentes, como Rússia e China, estão mais baixas do que eram entre 2003 e 2009”, alertou. O auge das matérias-primas terminou, e a maior parte das economias tem que se reestruturar e passa por um período de crescimento menor, ou até mesmo negativo.

Dentro desse panorama, e no que refere ao fechamento de filiais na América Latina, é preciso destacar que o Deutsche Bank decidiu permanecer no Brasil, avalia o economista. Para ele, isso se deve ao fato de “o Brasil ser a economia mais forte da América Latina e estar bem relacionado com as [economias] da Ásia e da Europa, além de ser um mercado muito diferenciado”, onde abundam oportunidades de negócio.

A decisão do banco alemão de permanecer no Brasil é, portanto, lógica, uma vez que o futuro no país tende a se moldar de uma forma muito mais positiva para um banco com essas características, concluiu.

De acordo com o economista, todos os bancos, incluindo o Deutsche Bank, tiveram tempo suficiente para se adaptar ao que está acontecendo na América Latina. “Também as perdas do Deutsche Bank no Brasil têm sido muito altas”, observou.

“Na verdade, estou surpreso que o Deutsche Bank tenha levado tanto tempo para perceber a tremenda crise em que se encontra há quase dez anos. Nos últimos anos, o banco sempre pôde disfarçar a crise nos seus balanços, mas agora chegou alguém que disse: ‘chega dessa farsa, vamos reduzir e reestruturar o banco e adaptá-lo às condições atuais’.”

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora