Do Leitor

Varig de 1996

por Rubel Thomas

Tomei conhecimento de seu artigo publicado na edição da Folha de São Paulo de 16 de Junho.

Após refletir ao longo do fim de semana, julgo necessário esclarecer ao przado jornalista, alguns fatos.

Como é de seu conhecimento, assumi a Varig na função de Presidente em 19 de Abril de 1990, tendo logo após o Governo brasileiro liberado os céus brasileiros e como consequência as empresas americanas promoveram de imediato, um aumento de 80% na oferta para o nosso mercado.

Vale ressalvar que sou totalmente aberto à competição, porém desde que seja feita de uma forma gradativa. Devo ainda acrescentar que enfrentei três planos econômicos que não deixaram nenhuma saudade.

A criação da Rio-Sul deu-se muito antes da minha gestão. Foi em 1976 por decisão do governo brasileiro, em conjunto com a criação das empresas regionais TAM, Taba, Votec e Nordeste.

Deixei a Varig em maio de 1995 após concluir uma reestruturação em conjunto com o Bankers Trust e a Consultoria Booz Allen Hamilton na qual tive que reduzir a força de trabalho em 1994 em 9.000 funcionários com o fechamento de diversos escritórios no exterior. Felizmente prezado Nassif, consegui entregar a empresa a meus sucessores com resultado operacional positivo de US$ 113 milhões no primeiro trimestre de 1995.

Ingressei na TAM em 1996 a convite do saudoso Comandante Rolim e recebi como primeira missão, a tarefa de reestruturar a empresa coligada TAM Mercosur com sede em Assunção. Após seis meses de trabalho, esta empresa passou a dar lucros após 30 anos de prejuízo.

Posteriormente, recebi a incumbência do Comandante Rolim de estudar um plano estratégico para a TAM. A síntese de meu estudo era operar inicialmente, uma freqüência para a Europa em parceria com uma empresa européia, uma freqüência para os Estados Unidos em parceria com uma empresa americana e uma freqüência diária para a Argentina. Implantamos 3 vôos semanais para Paris em parceria com a Air France, um vôo diário para Miami em parceria com a American Airlines e os vôos diários para Buenos Aires. Após um período inicial de maturação do investimento, todos os vôos tornaram-se rentáveis, e são até hoje.

As demais negociações foram devidamente efetuadas através de orientação expressa do Comandante Rolim e do Conselho de Administração da TAM junto à Cernai – Comissão de Estudos Relativos à Navegação Aérea Internacional órgão do DAC (atual Anac), que resultaram na autorização de novos destinos.

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