Dos que irão morrer

Do leitor Lino Steffen, a respeito da nota “Pastore e o câmbio”

Os “mortos e desaparecidos” estão nos setores intensivos de mão-de-obra, de custos inflexíveis, já que seus gastos salariais não são pagos em dólares. Redução de escala, por expulsão do setor exportador, implica em queda na produtividade para os que não conseguem acompanhar essa valorização cambial excessiva. Pastore propõe o inverso: o aumento da produtividade deve anteceder a própria produção.

O professor não deve ter entrado, em toda sua vida, em alguma indústria desses setores. Não conhece chão de fábrica, para entender a batalha pelo aumento da produção, fator primordial para ganhos de produtividade nesses setores. Seu segundo argumento é questão central da “doença holandesa”: o Brasil poderia se tornar grande exportador de combustíveis, valorizar ainda mais o câmbio e prescindir da exportação de muitos dos setores hoje prejudicados. Nessa marcha, os chineses ocupariam espaços até mesmo em setores industriais com exportações crescentes, como o automobilístico.

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