Dúvidas sobre o biodiesel

Amanhã tento trazer mais dados. Mas hoje conversei longamente com um técnico que participou de um grupo de estudos criado pelo ex-Ministro das Minas e Energia, Aureliano Chaves, para analisar o biodiesel.

A conclusão foi que a produção seria inviável, por várias razões. A primeira, é que existem 190 oleaginosas no país, e cada uma é única. Homogeinizar as moléculas é processo bastante oneroso que inviabilizaria economicamente a produção.

O segundo problema é que existem aplicações muito mais nobres para o óleo de mamona e o dendê, que agregam mais valor, custam mais, o que inviabilizaria sua utilização para um fim pouco nobre, de queimar no motor. No caso da soja, as avaliações de preços levam em conta o preço da saca de soja em grão. Mas a produção de soja gera um conjunto grande de derivados, também nobres, que acabam por aumentar substancialmente o custo para efeito de comparação.

Finalmente, é impossível, segundo esta fonte, apostar em agricultura familiar fornecendo mamona, dendê ou palma. Nos anos 80, o senador Alexandre Costa (sogro de Edemar Cid Ferreira) conseguiu com Sanrney a implantação de uma usina para explorar o óleo de babaçu no Maranhão. O fornecimento da matéria prima seria de pequenos produtores. A produtividade era incompatível com a escala industrial da usina.

Segundo ele, todos esses estudos foram produzidos pela Embrapa. Por isso mesmo, não consegue entender a posição de técnicos do órgão, sustentando a viabilidade do biodiesel.

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