Eike Batista sabia da inviabilidade dos campos da OGX

Jornal GGN – O empresário Eike Batista e os administradores da OGX estavam cientes da inviabilidade comercial dos campos de exploração da empresa do ramo petrolífero pelo menos 10 meses antes da intervenção judicial. É o que aponta uma investigação da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), cujo processo foi analisado pelo jornal Valor Econômico.

De acordo com o documento, a liderança empresarial da OGX falhou ao não divulgar informações de tamanha importância e, principalmente, que Eike negociou ações da companhia e também da OSX, outra empresa do grupo, com informações não reveladas e negativas para ambos os negócios – embora tenha dado declarações otimistas sobre o assunto em suas redes sociais à época.
O processo começou com a declaração de inviabilidade dos campos de Tubarão Azul, Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia – que, não cumprindo sua promessa de exploração, culminaram com a recuperação judicial da companhia. No entanto, tal informação já era de conhecimento dos administradores desde julho de 2013.
 
Entre 2009 e 2011, a OGX divulgou maciçamente o potencial desses campos, sempre com perspectivas positivas. Depois de um comunicado de julho de 2011, voltou a falar publicamente sobre o assunto em março de 2013, quando declarou a comercialidade das acumulações Pipeline, Fuji e Illimani, que receberam conjuntamente o nome de Tubarão Areia. Quase três meses depois, fez a já citada declaração de inviabilidade comercial dos quatro campos.
 
O termo de acusação está sendo elaborado pela Superintendência de Relações com Empresas (SEP) da CVM e se baseia no fato relevante de que a empresa já havia analisado as áreas desses campos e concluído que os volumes e a compartimentação eram muito diferentes da interpretação inicial, indicando que a exploração das áreas seria mais complicada que o imaginado inicialmente. 
 

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1 comentário

  1. Se sabia da inviabilidade,

    Se sabia da inviabilidade, como e quando ficou sabendo? Sabia antes de concorrer aos campos? Teve falha de consultoria, de informação científica? Ou foi tudo mesmo arquitetado para captar investimentos milionários e produzir uma falência fraudulenta, filme bem velho?

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