Em dia de agenda fraca, bolsa fecha em alta de 1,86%

Jornal GGN – Em um dia caracterizado pela falta de indicadores de peso, a bolsa de valores fechou suas operações em alta, diante do noticiário corporativo favorável e em meio a novas especulações envolvendo a saída do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. O Ibovespa (índice da Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) terminou as operações em alta de 1,86%, aos 47.065 pontos e com um volume negociado de R$ 6,270 bilhões.

“O Ibovespa operou em alta desde o início do pregão, acompanhando as altas nas bolsas europeias. O volume de negócios iniciou fraco, porém aumentou consideravelmente durante a tarde, principalmente com os papéis dos setores financeiro”, diz o BB Investimentos, em relatório. A maioria das ações listadas no Ibovespa fechou em alta, sendo que Petrobras e bancos puxaram o desempenho, apresentando ganhos de mais de 1%. As ações do Itaú Unibanco (ITUB4) subiram 2,72%, a R$ 28,34, as do Bradesco (BBDC4) ganharam 2,44%, a R$ 21,84, e as do Banco do Brasil (BBAS3) se valorizaram 0,76%, a R$ 17,26. As ações ordinárias da Petrobras (PETR3) fecharam em alta de 0,54%, a R$ 9,26, e as preferenciais (PETR4) ganharam 1,45%, a R$ 7,72.

Por outro lado, as ações ordinárias da Vale (VALE3), caíram 0,39%, a R$15,32, e as preferenciais (VALE5) recuaram 0,24%, R$ 12,70. A mineradora brasileira é parceira da anglo-australiana BHP Billiton no controle da mineradora Samarco, envolvida no desastre de Mariana (MG).

As operações também foram marcadas por especulações de que o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles poderia substituir Joaquim Levy no Ministério da Fazenda. Fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters dizem que Levy teria “prazo de validade” no cargo, no qual permaneceria até o final do ano, no máximo até o início de 2016. Ao mesmo tempo, reportagem do jornal “Folha de S. Paulo”, afirma que, apesar da pressão de petistas e até de empresários, Levy quer permanecer no cargo enquanto considerar que tem o apoio de Dilma.

No mercado internacional, as bolsas na Ásia fecharam próximas da estabilidade com os investidores esperando por novos estímulos monetários depois dos fracos dados de produção industrial divulgados ontem e também avaliando os indicadores de varejo e do setor imobiliário de hoje. No Japão, o BoJ (Banco do Japão) reiterou que a instituição vai manter a atual política monetária acomodatícia até atingir a meta de inflação, de 2%. Na Europa as bolsas operaram em alta, na expectativa de sinalizações concretas sobre uma ampliação do QE (Quantitative Easing) do Banco Central Europeu na próxima reunião, em dezembro.

No câmbio, a cotação do dólar chegou a cair mais de 2% durante a manhã, a divisa reduziu o ritmo de queda à tarde. A moeda norte-americana fechou com baixa de 0,58%, valendo R$ 3,77 na venda. A especulação envolvendo a saída de Levy também afetou as operações cambiais, principalmente devido à possibilidade de o substituto na pasta ser o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles – nome bem visto no mercado após seus dois mandatos à frente do BC, quando adotou uma política monetária considerada mais ortodoxa (com menos interferência do governo), o que costuma agradar aos mercados.

Além disso, o Banco Central brasileiro deu continuidade à rolagem dos swaps cambiais (equivalentes à venda futura de dólares) com vencimento programado em dezembro. Até agora, o BC rolou o equivalente a US$ 4,141 bilhões, ou cerca de 38% do lote total, que corresponde a US$ 10,905 bilhões.

Para quinta-feira, os analistas aguardam a publicação da pesquisa mensal de comércio pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) no Brasil; índice de preços ao consumidor na Alemanha; produção industrial na zona do euro; pedidos semanais de seguro-desemprego e o relatório de orçamento nos Estados Unidos, entre outros indicadores.

 

(Com Reuters)

 

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