Estimativa para inflação em 2015 supera 10%

 
Jornal GGN – Os economistas pioraram seus prognósticos para a taxa de inflação ao fim deste ano: segundo dados do relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central, a estimativa para o fechamento do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2015 avançou pela nona semana consecutiva e ultrapassou os 10% pela primeira vez, chegando a 10,04%.
 
A projeção fica bem acima do limite máximo da meta do governo. O objetivo é controlar a alta dos preços em 4,5% ao ano, mas com tolerância de dois pontos para mais ou menos (ou seja, variando de 2,5% a 6,5%). Para 2016, os dados subiram pela décima quinta semana consecutiva, de 6,47% para 6,50%.
 
O levantamento também publicou as estimativas para outros indicadores de preços. No caso do IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna), a variação projetada para 2015 avançou pela décima primeira semana, de 10,44% para 10,54%, enquanto a variação para 2016 seguiu em 6% pela terceira semana consecutiva. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), os dados ao fim deste ano foram ampliados pela décima primeira semana consecutiva, de 9,96% para 10,26%, e a variação para 2016 subiu de 6,01% para 6,19%
 
Para o PIB (Produto Interno Bruto), os analistas mantiveram a previsão feita na semana passada, de retração de 3,1%, após piorarem a estimativa por 17 semanas. Os dados para 2016 foram reduzidos pela sexta semana consecutiva, de -1,90% para -2%.
 
Os analistas mantiveram as projeções para a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% pela décima sexta semana consecutiva (média do período continua em 13,63%) – ao passo que a estimativa para os juros ao fim do próximo ano seguiu em 13,25% (média em 14,06%). Para o dólar, a previsão é que ele fique em R$ 3,96 no final de 2015, o que representa queda em relação à estimativa feita na semana passada, de R$ 4. A média do período também perdeu força, passando de R$ 3,40 para R$ 3,39. Os números para 2016 foram mantidos em R$ 4,20 pela terceira semana, enquanto a média caiu de R$ 4,11 para R$ 4,08.
 
A projeção para a produção industrial ao fim deste ano ficou negativa em -7,40%, ao passo que a variação para o próximo ano passou de -2% para -2,15%. Já o saldo para a balança comercial ganhou força pela segunda semana: o superávit projetado para o fim deste ano subiu de US$ 14,60 bilhões para US$ 14,95 bilhões. Os números para 2016 também subiram pela segunda semana, de US$ 29 bilhões para US$ 30,55 bilhões.
 
Os dados para a dívida líquida do setor público em 2015 perdeu força, de 35,80% para 35,50% do PIB, ao passo que o prognóstico para 2016 passou de 39,60% para 39,40% do PIB. Quanto à conta corrente, a projeção para o fim deste ano passou de -US$ 65 bilhões para -US$ 64,80 bilhões, e os dados para 2016 foram ajustados pela segunda semana, de -US$ 42,55 bilhões para -US$ 40,95 bilhões. O volume estimado de investimento direto no país em 2015 passou de US$ 62,30 bilhões para US$ 62,80 bilhões, enquanto o total para 2016 caiu de US$ 60 bilhões para US$ 58 bilhões.
 
Segundo a pesquisa, a projeção para os preços administrados ao fim deste ano foi mantida em 17%, e o total par 2016 subiu pela nona semana, de 6,95% para 7%.

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