Estimativa para IPCA em 2016 chega a 7,56%

Jornal GGN – A estimativa das instituições financeiras para a inflação no ano continua a subir: em seu sexto ajuste consecutivo, o prognóstico para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu de 7,26% para 7,56%, segundo dados divulgados pelo relatório Focus, elaborado pelo Banco Central. Para 2017, a estimativa sobe por quatro semanas consecutivas, passando de 5,80% para 6%, de acordo com o boletim Focus, publicação divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC).

Os prognósticos encontram-se distantes do centro da meta, de 4,5%, e neste ano supera o teto, de 6,5%. O limite superior da meta em 2017 é 6%. A projeção para os preços administrados permanece em 7,70% este ano e em 5,50% em 2017.

A pesquisa também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 7% para 7,72% este ano. A estimativa para 2017 segue em 5,50%. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 7,18% para 7,29% este ano, e de 5,49% para 5,50% em 2017. A variação projetada para -o Índice de Preços ao Consumidor, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe), foi alterada de 6,27% para 7,% em 2016. Para o próximo ano, a projeção subiu de 5,18% para 5,30%.

Após a última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), de o BC de manter a taxa básica de juros em 14,25% ao ano, os analistas não esperam mais por aumento dos juros básicos em 2016. A mediana das expectativas (que desconsidera os extremos nas projeções) para o final de 2016 segue em 14,25% ao ano. Em 2017, a expectativa é de que a taxa Selic seja ajustada e feche o período em 12,50% ao ano. A projeção anterior era 12,75% ao ano.

As instituições também projetam retração para a economia em 2016. A estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) piorou pela terceira vez seguida, ao passar de 3,01% para 3,21%. Para 2017, as instituições financeiras esperam por uma recuperação da economia, mas a projeção de crescimento está cada vez menor. No terceiro ajuste seguido, a estimativa de expansão foi alterada de 0,70% para 0,60%.

A projeção para a cotação do dólar permanece em R$ 4,35, ao fim de 2016 (média do período estável em R$ 4,20), e em R$ 4,40 ao fim de 2017, com a média do período subindo de R$ 4,29 para R$ 4,30, em seu quarto ajuste consecutivo..

Segundo o relatório, a sinalização para a queda da retração da produção industrial este ano passou de 3,80% para 4%. Em 2017, a projção para o setor é de crescimento de 1,5%, a mesma há duas semanas.

A estimativa para o déficit em transações correntes passou de US$ 33,55 bilhões para US$ 33 bilhões este ano, e de US$ 27,25 bilhões para US$ 28 bilhões em 2017.  A projeção para o superávit comercial foi alterada de US$ 37,90 bilhões para US$ 36,35 bilhões este ano, e de US$ 40 bilhões para US$ 39,3 bilhões em 2017. A projeção para a dívida líquida do setor público passou de 40% para 40,2% do PIB este ano. Para 2017, a expectativa é que essa relação fique em 43% do PIB.

O volume de investimento direto no país (recursos estrangeiros que vão para o setor produtivo) deve chegar a US$ 55 bilhões este ano e a US$ 60 bilhões em 2017.

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1 Comentário

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Cesário

- 2016-02-10 20:56:34

Arrocho salarial

Já vimos essa hitória que agora se repete. A inflação em disparada e o salário parado. O poder de compra da população cai. O consumo encolhe. O mercado de trabalho demite. A inadimplência aumenta. E por aí vai .....a vaca pro brejo.

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