EUA multam auditora Ernst & Young e punem sócios

Do Oje

OJE/Lusa


A agência de supervisão dos EUA para os serviços de auditoria informou hoje que multou a Ernst & Young em dois milhões de dólares (1,5 milhões de euros) por alegados lapsos, noticia a AP.

A comissão de fiscalização da contabilidade das empresas cotadas [PCAOB, na sigla em Inglês] disse que a multa à empresa foi a maior que aplicou desde que começou a operar em 2003. Em questão estão auditorias à Medicis Pharmaceutical Corp. em 2005, 2006 e 2007.
Na declaração, a agência independente também censurou a Ernst & Young, e penalizou
três sócios atuais da empresa e um que já se reformou.Nas auditorias, a Ernst & Young não avaliou devidamente a constituição de reservas relativas aos custos de um produto.

O presidente da agência, James Doty, declarou, em comunicado, que “o trabalho de auditor é exercer o ceticismo profissional, na avaliação das contas de uma empresa cotada e na condução da sua auditoria, para garantir que os investidores recebem informação fiável – o que não aconteceu neste caso”.

A Ernst & Young e os sócios não admitiram nem negaram qualquer acusação.

O congresso criou a PCAOB em 2002, numa lei anti-fraude em resposta a uma vaga de escândalos empresariais, que tinham começado com a Enron, no final de 2001.

O sócio Jeffrey Anderson foi multado em 50 mil dólares e impedido de trabalhar na contabilidade de empresas cotadas durante dois anos, os sócios Ronald Butler foi censurado e multado em 25 mil dólares e o sócio Thomas Christie censurado. Robert Thibault, que se reformou da empresa, foi suspenso por um ano e multado em 25 mil dólares

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