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EUA reduz criação de empregos em maio

Resultado pode influenciar próxima reunião do Federal Reserve

Jornal GGN – A economia norte-americana encerrou o mês de maio com o menor número de vagas abertas em mais de cinco anos, em um sinal que pode dificultar a decisão de alta dos juros por parte do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano).

Dados divulgados pelo Departamento de Trabalho norte-americano mostram que a criação de vagas fora do setor agrícola ficou em 38 mil no mês passado, o menor ganho desde setembro de 2010. O resultado acabou surpreendendo todas as projeções médias dos analistas, onde um saldo de 25 mil vagas vieram do setor privado e manufaturas retiraram 10 mil do total. O resultado anterior foi revisado de 160 mil para 123 mil vagas criadas.

A taxa de desemprego caiu 0,03 ponto percentual para 4,7% em maio, o menor nível desde novembro de 2007. Neste contexto, o número efetivo de desempregados caiu em 484 mil pessoas maio e o número de pessoas empregadas subiu em 26 mil, o mesmo saldo positivo de pessoas buscando emprego no período, o que mostra a consistência na melhora do índice, sustentado também pelo saldo positivo de 468 mil pessoas em vagas temporárias por razões econômicas, e mais 137 mil por opção própria.

Ao mesmo tempo, os ganhos médios por hora caíram dos revisados 0,4% no mês anterior para 0,2% em maio, com alta ainda de 2,5% ao ano, saindo de US$ 24,97 por hora no ano passado para US$ 25,59 neste ano.

“Apesar da surpresa, analistas indicam que a greve na Verizon e o apoio do sindicato (Communications Workers of America and International Brotherhood of Electrical Workers) foi decisivo para a contaminação do índice, pois o setor de serviços, conforme também observado pelo ADP Employment ainda é o maior demandante de mão de obra nos EUA neste momento e adicionou 61 mil vagas em maio, mesmo com a greve”, explica o economista Jason Vieira, da Infinity Asset Management, em relatório. “Ainda assim, acreditamos que apesar da tensão inicial, oficiais do FED já deixaram claro que não olham resultados individuais e sim o conjunto macro e além disso, o desemprego aos 4,7% sinalizam o rumo ao pleno emprego, uma das principais metas do FOMC (Comissão para Mercado Aberto, na sigla em inglês)”.

 

(Com Reuters)

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