Governo não quer aumentar benefício a trabalhador com corte salarial

O objetivo era aumentar a compensação dada pelo governo, o que representaria um impacto imediato nas contas públicas

Foto: Divulgação

Jornal GGN – Em um primeiro momento colocado na mesa como uma possibilidade, a proposta de aumentar o auxílio do governo aos trabalhadores em até três salários mínimos, e que sofreram corte salarial ou suspensão do contrato de trabalho devido à pandemia, enfrenta grande resistência do governo federal.

É o que admite o próprio relator da medida em tramitação na Câmara dos Deputados, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP). Contrário à proposta, o ministro da Economia do governo Bolsonaro, Paulo Guedes, tenta evitar ao máximo que essa ampliação seja aprovada no Congresso.

O auxílio do governo foi uma medida prevista juntamente com a redução e cortes das jornadas de trabalho de funcionários por até 60 dias e em até 99%. Os trabalhadores que tiveram o contrato suspenso ou sofreram a redução salarial contam com um benefício do governo, que poderia chegar a ser a totalidade do seguro desemprego, uma quantia que varia entre R$ 1.045 e R$ 1.813.

Assim, quando o salário atinge o valor do seguro desemprego, o governo repõe a perda durante essa suspensão ou corte. Hoje ela cobre essa quantia de até R$ 1.813, o que gerará um gasto estimado de R$ 51 bilhões ao Orçamento, mas a proposta que tramita na Câmara aprovava aumentar em até três salários mínimos, ou seja até R$ 3.135.

O objetivo era aumentar a compensação dada pelo governo, o que representaria um impacto imediato nas contas públicas. Ao falar sobre a medida, o deputado Orlando Silva disse que estaria disposto, como relator, a diminuir a quantia para uma proposta intermediária, de R$ 2.612, mas que “o governo está intransigente”.

Na média, hoje o governo paga aproximadamente R$ 750 com este benefício, além da ajuda emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais. O relator ainda defendeu a prorrogação do programa, para além de 60 dias, mas a equipe econômica do governo Bolsonaro também é contra.

 

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