Governo quer que bancos reduzam juros do cheque especial

 
Jornal GGN – Após pressionar pela redução dos juros no cartão de crédito, agora o governo federal pretende exigir mudanças das taxas de cheque especial, que hoje está em 328,6% ao ano.
 
A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) criou um grupo de trabalho para analisar propostas para reduzir o cheque especial, que tem a segunda taxa mais cara do mercado financeiro. Ela fica atrás somente do rotativo, atualmente em 484,6% ao ano. 
 
Segundo a Folha de S. Paulo, a Febraban procura,  de maneira sigilosa,  alternativas que não impactem a rentabilidade de seus associados. 

 
 
Com as altas taxas, o cheque especial gera ganhos elevados mesmo que os bancos tenham que separar mais fundos para cobrir calotes. No cheque especial, a inadimplência chega a 17%, muito acima dos 6% de todos os empréstimos para pessoa física. 
 
Em novembro do ano passado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, participou de um almoço na Febraban no qual reclamou que os bancos estavam embolsando a diferença com a queda da taxa Selic. 
 
Desde outubro, o Banco Central vem corte a taxa básica de juros, que saiu de 14,25% no ano passado para os atuais 13%. Na Febraban, Meirelles ressaltou que houve diminuição no endividamento, mas que não ocorreram mudanças no comprometimento da renda das famílias com o serviço da dívida. “A queda da Selic foi contrabalançada pelo aumento do spread”, disse. 

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