Guedes comemora PEC que libera 4 parcelas de auxílio em troca de cortes

"São crises gêmeas: economia e saúde andando juntos", disse o ministro, comemorando o corte aprovado em PEC Emergencial

Foto: Divulgação

Jornal GGN – A aprovação pelo Senado da PEC Emergencial, que autorizou o pagamento de somente quatro repasses de R$ 250 durante a pandemia em troca de uma ajuste fiscal, foi celebrada pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.

Ao lado do senador da proposta, Márcio Bittar (MDB-AC), Guedes elogiou: “É fácil defender só jogar o dinheiro. Parabéns pela sua responsabilidade.”

“Nós temos um compromisso com a saúde e um compromisso, também, com a economia. O presidente sempre disse que a economia e a saúde andam juntas e temos que respeitar isso. São crises gêmeas: economia e saúde andando juntos”, continuou o ministro, no vídeo.

Apesar de aparentar vitória à população, com a retomada do auxílio emergencial em meio aos altos níveis de desemprego no país, o texto aprovado em segundo turno pelo Senado nesta quinta-feira (04) deu um limite de R$ 44 bilhões para serem gastos.

Sem detalhes sobre a duração do benefício, o texto estipula que estas informações serão decididas por meio de uma Medida Provisória, ou seja, o presidente da República é quem decidirá o valor e a duração.

Segundo as intenções da equipe de Guedes, isso significará quatro parcelas de R$ 250. Dessa forma, se após a metade do ano, a pandemia ainda atingir as economias domésticas da população brasileira, não estará garantido nenhum tipo de auxílio.

Ainda, o texto traz mecanismos de ajuste fiscal, o que foi amplamente criticado pela oposição como “chantagem” do governo de Jair Bolsonaro.

“O governo se aproveita da circunstância dramática, da situação terrível de milhares de brasileiros mortos, do drama de milhares de famílias, para empurrar uma proposta de emenda à Constituição com exigências que poderiam ser votadas dentro do calendário comum”, disse o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), líder da oposição.

“Em troca de liberar quatro novas parcelas de um auxílio emergencial reduzido, o Planalto exigiu a aprovação da medida, que promove um amplo arrocho fiscal no país, punindo servidores públicos, desvinculando receitas e acabando com fundos setoriais”, afirmou o senador Humberto Costa (PT-PE).

Mas, ao lado de Guedes, para o relator do texto, senador Márcio Bittar (MDB-AC), foi motivo de comemoração: “Vitória alcançada. Não tão grande como queríamos, mas ainda uma boa vitória.”

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