Guedes defende vacinação para ajudar na recuperação da economia

E o faz um dia após Jair Bolsonaro avisar que só tomará vacina quem quiser e se assinar termo de responsabilidade.

Agência Brasil

Jornal GGN – A vacinação contra Covid-19 garantirá um crescimento mais forte da economia em 2021. Esta foi a defesa de Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro, em evento desta terça. “Queremos vacinação em massa e retorno seguro ao trabalho”, disse ele.

Guedes garantiu que vamos ter vacinação, e isso nos permitirá a ‘retomada do crescimento’, disse ainda. E o faz um dia após Jair Bolsonaro avisar que só tomará vacina quem quiser e se assinar termo de responsabilidade.

A fala do ministro se deu em evento da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e lá ainda disse estar muito otimista em relação ao próximo ano, em que a economia poderá crescer 4%. Defendeu também a retomada da agenda de reforma para atrair investimento privado.

“O país pode, seguramente, crescer 4% no ano que vem. Estamos otimistas e achamos que vamos enfrentar com a mesma resiliência do ano passado. Estamos preparados para o desafio”, disse Guedes. Atualmente, a projeção oficial da equipe econômica, e que consta na atualização do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviada ao Congresso, é de um crescimento de 3,2% no PIB de 2021, após a retração de 4,5% neste ano.

O ministro voltou a afirmar que a economia se recupera em V após pandemia, mesmo sem consenso entre os economistas quanto a isso. “Batemos o fundo do poço e voltamos em V, em altíssima velocidade. A economia brasileira se recompôs”, disse o ministro, citando os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), e prometendo que o país vai encerrar 2020, “perdendo zero empregos formais”.

Para Guedes, o Brasil está surpreendendo o mundo, e demonstrou satisfação com sua equipe, que colocou para movimentar coisas que estavam paradas há anos ou décadas.

O ministro apontou novos investimentos calcados em projetos de infraestrutura, principalmente com o novo marco do gás natural.

Para ele, as críticas são somente ‘barulhos da democracia’ e afirmou que as eleições municipais sedimentaram os avanços do centro-direita no país e recuo da esquerda.

Guedes diz que o maior desafio de 2021 será prosseguir com as reformas interrompidas este ano, a saber, tributária e de privatizações.

“O governo foi eleito para fazer a sua reforma tributária. O governo prometeu simplificar e reduzir impostos. Se houver qualquer aliança de centro-esquerda para uma reforma diferente, essa não será a nossa reforma”, afirmou.

O ministro celebrou a aprovação do projeto de autonomia do Banco Central e defendeu a desoneração da folha, que entra na agenda pela aprovação do imposto digital, ou reedição da CPMF.

Com informações do Correio Braziliense.

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