Guedes diz que “plano A” é acabar com auxílio emergencial este ano

"Qual o plano para o auxílio emergencial? Remoção gradual... Acaba o auxílio emergencial". Sobre programa substituto ao Bolsa Família: "Pode ser que precise de mais debates políticos a respeito"

Foto: Sergio Moraes/Reuters

Jornal GGN – Após diversas polêmicas para acabar com o programa Bolsa Família e criar um novo programa de transferência de renda para a população, com cortes em outras áreas, o governo Bolsonaro agora deverá acabar com o auxílio emergencial da pandemia, “retirando” o que Paulo Guedes chamou de “estímulos” ao se referir ao auxílio e, com o fim destes recursos, voltar ao Bolsa Família ou “numa versão do Renda Brasil”.

O fim do Bolsa Família pelo governo Bolsonaro já vem, há um tempo, sendo trabalhado pela equipe econômica, que quer substituí-lo por outro programa de transferência de renda que pode ter um alcance inferior ao atual benefício garantido às famílias mais vulneráveis do país.

As mudanças ocorrem porque a equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, quer manter as metas fiscais e pela proposta orçamentária enviada ao Congresso para o ano que vem, precisaria haver cortes nos gastos. O governo decidiu que estes cortes seriam no programa de transferência de renda.

Em evento online que participou pela associação de supermercados, Abras, ao ser questionado sobre o fim do auxílio emergencial, Guedes disse que o “plano A” é acabar no fim deste ano, encerrando no dia 31 de dezembro. Já houve uma redução no benefício, que inicialmente foi de R$ 600 e agora é de R$ 300.

“A resposta hoje, se você perguntar assim, qual o plano para o auxílio emergencial? Remoção gradual… Acaba o auxílio emergencial. Que já foi 600, caiu pra 300 e ele acaba, nós voltamos para o Bolsa Família”, comentou.

Quando perguntado o que o governo fará se uma nova onda do vírus voltar a atingir a economia do país, Guedes se referiu ao “plano B”, de manter o auxílio, mas rompendo, para isso, o teto dos gastos públicos, uma vez mais, por meio de uma PEC de novo estado de calamidade pública, o que o governo e Guedes vêm tentando evitar a todo custo.

“Temos as duas possibilidades, é uma escolha política”, afirmou, para essa segunda opção. Neste caso, ainda defendeu que os investimentos destinados seriam inferiores ao que já foi gasto este ano, de 10% para 4% do Produto Interno Bruto (PIB).

Ao falar novamente do Bolsa Família e do novo programa Renda Brasil, que o substituiria, Guedes fez questão de destacar que atenderia ao limite fiscal e não seria uma ampla cobertura, como ocorre atualmente por diversos programas sociais, unindo todos os investimentos em um único e, provavelmente, com reduções. “Pode ser que precise de mais debates políticos a respeito”, afirmou.

 

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2 comentários

  1. E o plano B de Bolsonaro, é que se a sua aprovação continuar caindo (ou a desaprovação, continuar subindo), na época do ano em que as pessoas são mais maleáveis e compassivas, Guedes vai ter de mexer as cadeiras.

  2. Pelo menos falam em algum plano, pois se elegeram sem expor plano algum, esconderam-se na fake-facada, com supremo e com tudo…inauguram obras do governo anterior, usem o projeto do governo anterior também (bolsa família)…para quem não tem plano, já tem um pronto. Chupins!

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