IBGE mostra a destruição do mercado de trabalho

Some-se a este quadro a quantidade de pequenas e micro empresas que fecharam as portas, para se ter uma ideia da dificuldade do relançamento da economia brasileira sem uma intervenção severa do Estado.

No trimestre maio-julho de 2020, a força de trabalho diminuiu 908 mil empregos em relação ao trimestre imediatamente anterior, de abril-junho de 2020.

A população ocupada diminuiu 1,3 milhão de cargos e a desocupada (que não procura emprego) aumentou 339 mil pessoas. A população fora da força de trabalho aumentou 1.175 mil pessoas.

Vamos a um desenho de prazo um pouco maior, a situação do emprego em relação a nov-jan 2020.

A População Economicamente Ativa aumentou em 2,3 milhões de pessoas. Ou seja, para manter o mesmo nível de emprego, deveriam ter sido criados mais 2,3 milhões de empregos. Em lugar disso, houve a redução de 10,9 milhões de pessoas na Força de Trabalho e uma redução de 12,1 milhões de pessoas ocupadas.

Com isso, a população fora da força de trabalho aumentou 13,3 milhões de pessoas, saltando para 79 milhões de pessoas fora da força de trabalho.

Em relação a nov-jan 2020, a perda de 12 milhões se dividiu de acordo com o gráfico abaixo. A maior perda foi no setor de Comércio, Reparação de Veículos e Motocicletas, com 2.381.000 empregos perdidos. E Alojamento e Alimentação com perda de 1,8 milhão.

Entre os empregos remanescentes houve queda de 13,4% no rendimento médio mensal desde o trimestre nov-jan 2020.

Outro dado relevante é o do aumento dos desalentados na força de trabalho, aqueles que não procuram emprego por absoluto desalento.

Some-se a este quadro a quantidade de pequenas e micro empresas que fecharam as portas, para se ter uma ideia da dificuldade do relançamento da economia brasileira sem uma intervenção severa do Estado.

Por outro lado, aumentarão as pressões sociais e políticas em um governo com baixíssima capacidade de articulação econômica.

Vem emoções fortes pela frente.

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