IGP-DI avança 1,76% em outubro

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) encerrou o mês de outubro em alta de 1,76%, ficando bem acima do registrado em setembro, quando o total foi de 1,42%. Os dados foram divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em outubro de 2014, a variação foi de 0,59%. A taxa acumulada ao longo de 2015 é de 8,91%. Em 12 meses, o IGP-DI variou 10,58%.

Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) fechou o período em alta de 2,38%, acima dos 2,02% vistos em setembro. O índice relativo a Bens Finais apresentou variação de 2,06%. No mês anterior, a taxa foi de 0,87%. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,83% para 3,10%. O índice de Bens Finais (ex), que resulta da exclusão de alimentos in natura e combustíveis, registrou variação de 1,78%, ante 1,01%, no mês anterior.

O grupo Bens Intermediários apresentou taxa de variação de 2,20%, ante 1,72%, no mês anterior. O principal responsável por este avanço foi o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de -0,84% para 2,79%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão de combustíveis e lubrificantes para a produção, apresentou a mesma variação do mês anterior, 2,11%.

No estágio das Matérias-Primas Brutas, a variação passou de 3,84%, em setembro, para 2,99% em outubro. Os destaques no sentido descendente foram soja em grão (de 8,44% para 3,18%), leite in natura (de -0,66% para -3,11%) e suínos (de 13,13% para 5,63%). Em sentido ascendente, vale mencionar os itens bovinos (de 0,67% para 2,38%), café em grão (de 0,27% para 4,20%) e cana-de-açúcar (de 0,79% para 1,59%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) atingiu 0,76% em outubro, ante 0,42% no mês anterior. O núcleo do IPC registrou taxa de 0,63%, ante 0,59%, apurada no mês anterior. Dos 85 itens componentes do IPC, 44 foram excluídos do cálculo do núcleo. Destes, 22 apresentaram taxas abaixo de 0,25%, linha de corte inferior, e 22 registraram variações acima de 1,05%, linha de corte superior.

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice ampliaram suas taxas de variação, com destaque para o avanço do grupo Transportes (de 0,32% para 1,92%). Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item gasolina, cuja taxa passou de -0,24% para 5,27%.

Outros grupos que ganharam força no período foram Habitação (de 0,55% para 0,73%); Alimentação (de 0,32% para 0,47%); Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,56% para 0,65%); e Despesas Diversas (de 0,14% para 0,15%).

Os itens que mais influenciaram tais classes de despesa foram tarifa de eletricidade residencial (de 0,44% para 1,13%), bebidas não alcoólicas (de 1,12% para 2,57%), medicamentos em geral (de -0,02% para 0,25%) e clínica veterinária (de 0,36% para 0,98%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos: Vestuário (0,68% para 0,43%), Educação, Leitura e Recreação (0,33% para 0,28%) e Comunicação (0,22% para 0,21%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. Nestas classes de despesa, os destaques foram: roupas (0,75% para 0,44%), passagem aérea (5,86% para 1,12%) e mensalidade para tv por assinatura (1,74% para 0,33%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) chegou a 0,36% em outubro, ficando acima dos 0,22% apurados no mês anterior, de 0,22%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,77%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,47%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação, pelo segundo mês consecutivo.

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