IGP-M acumula alta de 12,08% em 12 meses

Índice usado para reajustar contratos de aluguel sobe 1,29% em fevereiro

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ganhou força e encerrou o mês de fevereiro em alta de 1,29%, ante variação de 1,14% em janeiro, segundo dados da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Em fevereiro de 2015, a variação foi de 0,27%. Com isso, o índice usado como referência para o ajuste dos contratos de aluguel acumula, até fevereiro, um crescimento de 2,44%, ao passo que o total apurado em 12 meses registrou alta de 12,08%.

Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) avançou de 1,14% em janeiro para 1,45% em fevereiro. A análise das categorias mostra que o índice relativo aos Bens Finais desacelerou de 1,84% para 1,43%, afetado pelo subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de 7,60% para 2,48%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) ficou em 1,29%. Em janeiro, a taxa foi de 1,10%.

O grupo Bens Intermediários variou 1,16%, ante 0,69% em janeiro, puxado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura,cuja taxa de variação passou de 1,06% para 1,96%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,43%, ante 0,87%, em janeiro.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas avançou de 0,85% em janeiro para 1,83%, em fevereiro. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram milho em grão (de 9,68% para 17,79%), bovinos (de 0,09% para 2,63%) e cana-de-açúcar (de 1,39% para 4,03%). Em sentido oposto, destacam-se soja em grão (de 1,83% para -1,45%), suínos (de -0,58% para -11,08%) e aves (de -2,48% para -4,20%).

Segundo o levantamento, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) perdeu força e registrou variação de 1,19%, ante 1,48% em janeiro. Três das oito classes de despesa componentes do índice reduziram suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Alimentação (de 2,36% para 1,42%), por conta do item hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 19,44% para 5,29%.

Outros grupos que perderam força no período foram Educação, Leitura e Recreação (de 3,67 % para 2,06%) e Vestuário (de 0,34% para 0,22%), com destaque para os itens cursos formais (de 6,67% para 3,26%) e roupas (de 0,15% para -0,04%), respectivamente.

Em contrapartida, as categorias que avançaram foram Transportes (de 1,48% para 1,73%), Habitação (de 0,78% para 0,83%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,59% para 0,69%), Comunicação (de 0,52% para 0,71%) e Despesas Diversas (de 1,20% para 1,32%). Nestas classes de despesa, os itens que se destacaram foram etanol (de 1,30% para 4,43%), empregados domésticos (de 1,34% para 2,44%), artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,14% para 0,73%), tarifa de telefone móvel (de -0,02% para 0,44%) e cigarros (de 1,55% para 2,25%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,52% em fevereiro, acima dos 0,32% vistos em janeiro. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,53%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,52%. O índice que representa o custo da Mão de Obra registrou taxa de 0,51%. No mês anterior, este grupo variou 0,15%.

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