IGP-M avança 0,95% em setembro

Jornal GGN – O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) encerrou o mês de setembro em alta de 0,95%, acima dos 0,28% apurados em agosto, segundo levantamento elaborado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Os números também superaram a variação apurada em setembro de 2014 (0,20%). Com isso, a variação do índice usado como referência para os contratos de aluguel acumula ganhos de 6,34% ao longo de 2015 e 8,35% em 12 meses.

Ao longo do período, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) apresentou taxa de variação de 1,30%, bem acima do total de 0,20% visto no mês anterior. O índice relativo aos Bens Finais variou 0,47%, revertendo a deflação de -0,76% do mês anterior, devido ao desempenho do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa de variação passou de -8,51% para -1,28%. Excluindo-se os subgrupos alimentos in natura e combustíveis, o índice de Bens Finais (ex) registrou variação de 0,66%. Em agosto, a taxa foi de 0,16%.

O índice referente ao grupo Bens Intermediários subiu de 0,80% em agosto para 1,36%, puxado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa de variação passou de 0,89% para 1,78%. O índice de Bens Intermediários (ex), calculado após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 1,62%, ante 0,83%, em agosto.

No estágio inicial da produção, o índice do grupo Matérias-Primas Brutas variou 2,26%, ante 0,64% em agosto. Os itens que mais contribuíram para este movimento foram minério de ferro (de -3,36% para 0,84%), bovinos (de -2,92% para 0,10%) e cana-de-açúcar (de -1,11% para 0,21%). Em sentido oposto, destacam-se café em grão (de 5,13% para 1,31%), leite in natura (de 0,47% para -0,26%) e algodão em caroço (de 0,01% para -0,93%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,32% em setembro, ante 0,24% em agosto. Seis das oito classes de despesa componentes do índice aumentaram suas taxas de variação, com destaque para o grupo Alimentação (de 0,01% para 0,17%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item frutas, cuja taxa passou de -2,41% para 0,19%.

Outros grupos que ganharam força no período foram Vestuário (de -0,38% para 0,39%), Habitação (de 0,47% para 0,51%), Comunicação (de 0,17% para 0,34%), Despesas Diversas (de 0,08% para 0,20%) e Transportes (de 0,18% para 0,20%). Os destaques vistos em cada classe de despesa foram roupas (de -0,52% para 0,36%), móveis (de -1,26% para 0,63%), mensalidade para TV por assinatura (de 1,47% para 2,08%), alimentos para animais domésticos (de -0,51% para 1,11%) e serviços de oficina (de 0,08% para 0,95%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos que apresentaram decréscimo em suas taxas foram Educação, Leitura e Recreação (de 0,33% para -0,01%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,65% para 0,63%). Nestas classes de despesa, destacaram-se excursão e tour (de 1,54% para -0,55%) e medicamentos em geral (de 0,32% para 0,02%), respectivamente.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) registrou, em setembro, variação de 0,22%, abaixo do resultado de agosto, quando o total foi de 0,80%. O índice relativo a Materiais, Equipamentos e Serviços registrou variação de 0,46%. No mês anterior, a taxa havia sido de 0,27%. O índice que representa o custo da Mão de Obra não registrou variação. No mês anterior, este índice registrou taxa de 1,27%.

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