Inadimplência das empresas aumenta 10,4% em maio

Jornal GGN – O indicador de inadimplência das empresas encerrou o mês de maio com um crescimento de 10,4% em relação ao registrado no ano passado, segundo dados divulgados pela consultoria Serasa Experian. No acumulado de janeiro a maio deste ano, o índice teve alta de 11,7% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação ao mês imediatamente anterior, houve aumento de 3,7% na inadimplência das empresas.

Na decomposição do indicador, somente as dívidas não bancárias (junto aos cartões de crédito, financeiras, lojas em geral e prestadoras de serviços como telefonia e fornecimento de energia elétrica, água etc.) recuaram em maio. Com variação negativa de 0,7%, contribuíram com recuo de 0,3 ponto percentual (p.p.) no indicador geral.

Já os títulos protestados foram os que mais subiram, com 13,8% em relação ao mês anterior, contribuindo para o aumento do índice em 3,3 pontos percentuais. Os cheques sem fundo também apresentaram alta de 3,3% em maio em relação a abril, com contribuição de 0,5 ponto. Já a inadimplência com os bancos teve alta de 0,9% no período e contribuiu com 0,2 ponto para a alta do indicador em maio.

O valor médio dos cheques sem fundos teve alta de 11,5% nos primeiros cinco meses do ano, na comparação com o mesmo período de 2014, passando de R$ 2.207,71 para R$ 2.461,44. O valor médio dos títulos protestados acusou alta de 10,1% em relação aos meses correspondentes de 2014, de R$ 2.178,08 para R$ 2.398,96. As dívidas não bancárias também subiram 0,6% na comparação entre os períodos, ao avançar de R$ 858,52 para R$ 863,31.  Já o valor médio da inadimplência com os bancos registrou queda de 16,3%, de R$ 5.019,79 para R$ 4.201,72.

Segundo os economistas da consultoria, a alta da inadimplência em maio de 2015, tanto na comparação com abril quanto em maio do ano passado, reflete o recuo da atividade econômica neste segundo trimestre do ano, prejudicando a geração de caixa das empresas. O avanço consecutivo das taxas de juros, aumentando o custo financeiro para as empresas, também acabou por impulsionar a inadimplência empresarial para cima.

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