Indústria e empresários criticam consequências de acordo com caminhoneiros


Foto: Divulgação
 
Jornal GGN – Michel Temer enfrenta novos obstáculos na negociação com os caminhoneiros. Agora, são os empresários que reclamam o pacto feito pelo governo com os manifestantes e afirmam que quem pagará a conta serão eles e a população, no preço final dos produtos pelo tabelamento do frete.
 
No setor empresarial, as reclamações são diversas. Começando pelas estimativas divulgadas sobre as perdas geradas com a paralisação de mais de uma semana dos caminhoneiros.
 
De acordo com o presidente do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, os cálculos de perda no setor siderúrgico chegam a R$ 1,1 bilhão, após 10 aciarias serem paralisadas e 17 fornos abafados.
 
A indústria química calcula um prejuízo de R$ 950 milhões, uma vez que os polos petroquímicos não sofreram paralisações. Para Fernando Figueiredo, presidente da Abiquim, a greve foi justa e a culpa “é exclusivamente da Petrobras, que não construiu refinarias e nos tornou dependentes da importação de combustíveis e, portanto, do câmbio”, disse à Folha.
 
As montadoras tiveram uma queda de mais de 15% na produção de maio, em comparação ao mesmo período de 2017, interrompendo 18 meses de altas. De acordo com a associação de montadoras Anfavea, foram peridods entre 70 mil a 80 mil unidades e os impactos devem seguir no mês de junho.
 
Os empresários também reclamam da redução do Reintegra para diminuir o preço dos combustíveis. O programa devolvia 2% do valor exportado em produtos manufaturados por meio do PIS/Cofins, e agora será de 0,1%.
 
De acordo com Lopes, em declarações à Folha de S.Paulo, a redução da alíquota pode impactar em R$ 635 milhões que deixariam de ser exportados pela siderurgia.
 
Outra polêmica é a tabela de frete mínimo, divulgado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que apesar de ter reduzido o preço para alguns casos após pressão do setor, já obteve reações negativas.
 
A primeira reclamação veio da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) que disse que irá recorrer à Justiça, por meio de mandado de segurança para impedir o tabelamento. 
 
“Centenas de empresas estão vindo até nós para falar que com o tabelamento haverá aumento de 30% a até 150% no preço final dos produtos e quem vai acabar arcando com isso será o consumidor. O governo quer resolver um problema e está criando outros”, disse o novo presidente da entidade José Ricardo Roriz Coelho.
 
Os cálculos da Associação Brasileira das Indústrias de Alimentação (Abia) são de que ocorrerá um aumento de até 80% no preço da logística para o setor. Para o presidente da consolho diretor da entidade, Wilson Mello, ou haverá inflação ou “pode ser que se tenha perda de lucratividade e competitividade”.
 
 

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