Indústria recua 10,9% na comparação com 2014

Jornal GGN – O setor industrial fechou o mês de setembro com queda de 10,9% na comparação com o total registrado em igual mês de 2014, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 68 dos 79 grupos e 76,8% dos 805 produtos pesquisados. De acordo com os dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o efeito calendário foi um dos pontos que afetaram o resultado, uma vez que setembro de 2015 (21 dias) teve um dia útil a menos do que igual mês do ano anterior (22).

Entre as atividades, a de veículos automotores, reboques e carrocerias, que recuou 39,3%, exerceu a maior influência negativa na formação da média da indústria, pressionada pela redução na produção de automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, veículos para transporte de mercadorias, reboques e semirreboques, carrocerias para ônibus e autopeças.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-20,2%), metalurgia (-14%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-27,9%), produtos de metal (-17,3%), produtos de borracha e de material plástico (-15%), produtos têxteis (-22,5%), produtos alimentícios (-2,2%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-13,6%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-11,8%), outros produtos químicos (-5%) e móveis (-22,4%). Entre as duas atividades que aumentaram a produção, o principal impacto foi observado em indústrias extrativas (2,6%), impulsionado pelos avanços nos itens minérios de ferro em bruto e pelotizados.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de capital e bens de consumo duráveis assinalaram as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. O setor produtor de bens de capital, ao recuar 31,7% no índice mensal de setembro de 2015, assinalou a 19ª taxa negativa consecutiva, com queda próxima da verificada no mês anterior (-33%). Na formação do índice, o segmento foi influenciado pelos recuos em todos os seus grupamentos, com destaque para a redução de 38,4% de bens de capital para equipamentos de transporte. As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-37,9%), para fins industriais (-9,7%), para construção (-55,4%), agrícola (-24,8%) e para energia elétrica (-14,2%).

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 27,8% no índice mensal de setembro de 2015, 19º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e o mais intenso desde junho de 2014 (-32,8%). Nesse mês, o setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-38,1%), mas outros impactos negativos importantes vieram de eletrodomésticos da linha branca (-21,4%) e da linha marrom (-14,3%), motocicletas (-6,6%), móveis (-22,8%) e de outros eletrodomésticos (-9,2%).

A redução na produção de bens de consumo semi e não-duráveis (-7,4%) em setembro foi a 11ª taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior e repetiu o resultado registrado em agosto último (-7,4%). O desempenho foi explicado pelos recuos observados em todos os seus grupamentos: semiduráveis (-14,4%), não-duráveis (-10,9%), alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,4%) e carburantes (-6,5%).

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, a produção de bens intermediários, com redução de 7,2% em setembro de 2015, assinalou a 18ª taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde julho de 2009 (-11,1%). O resultado desse mês foi explicado principalmente pelos recuos nos produtos associados às atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (-31,3%), metalurgia (-14%), produtos de metal (-19%), e produtos de borracha e de material plástico (-14,6%), entre outros, enquanto as pressões positivas foram registradas por indústrias extrativas (2,6%), produtos alimentícios (0,3%) e celulose, papel e produtos de papel (0,5%).

Ainda nessa categoria, houve recuos nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-19,1%), que marcou a 19ª taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde o início da série histórica, e de embalagens (-7,5%), que acentuou a queda de 5,6% assinalada no mês anterior e também apontou o recuo mais elevado de sua série histórica.

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