Inflação medida pelo IPCA deve encerrar o ano em 7,12%

Estimativa para queda do PIB em 2016 passou de 3,81% para 3,71%

Jornal GGN – Os analistas do mercado financeiro voltaram a ajustar os prognósticos para a taxa oficial de inflação: a estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu pela terceira semana consecutiva, de 7,06% para 7,12%, segundo dados do relatório Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central. Para 2017, a projeção se manteve em 5,5% pela terceira semana.

Os prognósticos estão acima do centro da meta de inflação, de 4,5%. O limite superior da meta inflacionária é de 6,5% este ano e 6% em 2017.

Os agentes também alteraram as estimativas para o IGP-DI (Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna) de 7,20% para 7,27%, e a variação para 2017 subiu de 5,56% para 5,58%. Para o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), os números para 2016 avançaram pela terceira semana, de 7,40% para 7,74%, enquanto a variação para 2017 avançou de 5,63% para 5,70%. Os dados para o IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) foram mantidos em 7,26%, enquanto a variação para 2017 seguiu em 5,25% pela segunda semana.

A projeção das instituições financeiras para a Selic, ao final de 2016, está em 12,88% ao ano (a média para o período foi mantida em 13,88% pela terceira semana). Para o fim de 2017, a expectativa é de 11,25% ao ano (a média caiu pela décima quarta semana, de 11,73% para 11,70%). Atualmente, a Selic está em 14,25% ao ano e o Copom anuncia a tendência para os juros esta semana.

Já a estimativa de instituições financeiras para o encolhimento da economia este ano foi ajustada pela terceira semana consecutiva. A projeção para a queda do Produto Interno Bruto (PIB) passou de 3,81% para 3,71%. Para 2017, a estimativa de crescimento passou de 0,55% para 0,85%, em seu segundo ajuste consecutivo.

No caso da produção industrial, a estimativa de queda para 2016 passou de -6% para -5,90%, enquanto a variação para 2017 subiu de 0,90% para 1%. O saldo da balança comercial projetado para 2016 foi mantido em US$ 50 bilhões, mesmo valor indicado para o superávit de 2017.

Os números da dívida líquida do setor público foram mantidos em 42% do PIB pela terceira semana consecutiva, enquanto o total para 2017 passou de 46,95% para 47%. O déficit em conta corrente projetado para este ano foi ajustado de -US$ 16,62 bilhões para -US$ 15,40 bilhões, enquanto os dados para 2017 foram alterados pela quarta semana segida, de -US$ 14,93 bilhões para -US$ 13,70 bilhões.

O volume de investimento direto no Brasil projetado para 2016 subiu de US$ 58,64 bilhões, e a variação estimada para 2017 seguiu estável em US$ 60 bilhões pela sexta semana consecutiva.

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