Investimento público em 2017 foi o menor em 22 anos, em comparação a PIB

Relatório da Instituição Fiscal Independente é divulgado e traz ainda um novo indicador econômico: a dívida bruta sem reservas
 

Foto: ASCOM / VPR
 
Jornal GGN – A Instituição Fiscal Independente (IFI) divulgou o relatório mensal de acompanhamento fiscal nesta segunda-feira (11). Entre os dados apontados, dois chamam a atenção: o menor nível de investimento público desde 1995, de 2% em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), e a criação de um novo indicador econômico, a dívida bruta sem reservas.
 
O relatório da IFI mostrou, nesta segunda, o baixo nível histórico de investimentos públicos em relação ao PIB. Os 2% identificados de investimentos neste ano foram os menores já registrados, considerando os 12 meses encerrados em junho, com a série anual iniciada em 1995.
 
“O volume total investido pelo setor público passou a cair, nos últimos anos, após um período anterior de crescimento. Depois de ter alcançado o auge de R$ 228,0 bilhões, no ano de 2014, os investimentos públicos apresentaram quedas consecutivas até atingirem R$ 127,2 bilhões, em meados de 2017”, divulga trecho do documento.
 
De acordo com a publicação, o cálculo foi inferior ao de 2009, lembrando ainda que mais de um terço da quantia partiu das estatais brasileiras: R$ 81,6 bilhões foram do governo e R$ 45,6 bilhões das empresas estatais. Ainda, em nível de federações, o país foi o menor investidor: governos municipais foram os que mais investiram, seguidos de governos estaduais.
 
O mesmo documento trouxe uma novidade: uma tentativa de revelar dados realistas sobre a dívida bruta do governo, excluindo o estoque de crédito junto a bancos oficiais. O objetivo é “avaliar o quanto a existência de reservas ameniza a situação fiscal”.
 
Para isso, a IFI calculou o passivo bruto do governo federal descontando as reservas internacionais. “É essencial dizer que tratar as reservas como um ativo do setor público com elevado grau de liquidez não significa defender que elas possam ser vendidas o que o governo possa dispor delas”, ressaltou o documento.
 
O resultado foi colocado em gráfico:
 
 
A publicação lembra que, por se tratar de algo novo e que leva a outras conclusões, o novo índice criado “merecerá ainda mais análises por parte da IFI” e que se trata de uma questão complexa.
 
“O indicador de endividamento líquido de reservas é útil, porque permite analisar a dinâmica da dívida considerando também ativos de maior liquidez. Evidentemente, isso não exclui a necessidade de continuar a observar, sistematicamente, a dívida bruta do governo geral. São avaliações complementares e que, hoje, levam a conclusões muito similares a respeito da urgência do ajuste fiscal”, concluiu a IFI.
 
Leia o relatório completo: 
 
 

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