IPCA avança e fecha maio em 0,83%

Inflação oficial atinge maior patamar para o mês em 25 anos, segundo IBGE; transportes e energia elétrica puxaram indicador

Foto: Reprodução

Jornal GGN – A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o mês de maio em alta de 0,83%, maior taxa para o mês desde 1996 (1,22%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado também ficou acima da taxa de 0,31% registrada em abril. Com isso, o índice acumula alta de 3,22% no ano e de 8,06% nos últimos 12 meses.

Um dos destaques do índice foi a alta de 5,37% da energia elétrica, por conta do início do ciclo de bandeira tarifária vermelha patamar 1, além dos reajustes em várias concessionárias de energia elétrica. Com isso, o grupo habitação foi o de maior impacto no índice geral (0,28 p.p.) e também o de maior variação (1,78%). O grupo também teve o impacto dos aumentos na taxa de água e esgoto (1,61%), do gás de botijão (1,24%) e do gás encanado (4,58%).

O segundo maior impacto no índice veio do grupo transportes (0,24 p.p.), que teve aumento de 1,15% em maio. Nele, o maior impacto veio da alta de 2,87% da gasolina, revertendo o recuo de 0,44% registrado em abril.

Todos os grupos que compõem o índice oficial avançaram no período. No grupo saúde e cuidados pessoais, que teve aumento de 0,76% em maio, a maior contribuição veio dos produtos farmacêuticos (1,47%), embora os preços tenham desacelerado frente a abril (2,69%).

O grupo de alimentação e bebidas, que havia avançado 0,40% em abril, registrou inflação de 0,44% em maio. Segundo o IBGE, os preços na alimentação no domicílio desaceleraram (0,23%) frente a abril, quando haviam tido alta de 0,47%, por conta da queda nos preços das frutas (-8,39%), da cebola (-7,22%) e do arroz (-1,14%). Já as carnes (2,24%) continuam a subir e acumulam aumento de 38% nos últimos 12 meses.

O grupo de artigos de residência teve alta de 1,25%, devido à variação nos preços dos itens tv, som e informática (2,16%), que já haviam subido em abril (0,63%), e eletrodomésticos e equipamentos, que subiram 1,04%, após terem recuado 0,30% no mês anterior.

Na avaliação regional, todas as áreas pesquisadas no IPCA tiveram inflação em maio. A maior variação foi registrada na região metropolitana de Salvador (1,12%), e a menor variação ocorreu em Brasília, que teve inflação de 0,27%.

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