Juros para pessoas físicas chegam a 61,2% ao ano

Jornal GGN – A taxa média de juros nas linhas de crédito para as pessoas físicas, em operações com recursos livres, chegou a 61,2% ao ano (um acréscimo de 1,4 ponto percentual no mês de agosto), segundo os dados divulgados pelo Banco Central.  A taxa de juros mais alta na pesquisa para as pessoas físicas é a do rotativo do cartão de crédito, que subiu 8,8 pontos percentuais no mês de agosto, chegando a 403,5% ao ano. A taxa média das compras parceladas com juros, do parcelamento da fatura do cartão de crédito e dos saques parcelados, subiu 8,9 pontos percentuais, alcançando 129,8% ao ano.

A taxa do cheque especial chegou a 253,2% ao ano, em agosto, com alta de 6,3 pontos percentuais, em relação a julho. Já a taxa do crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) ficou estável em 27,8% ao ano.

Nos empréstimos às empresas, a taxa média de juros alcançou 20,3% ao ano (alta de 0,5 ponto percentual no mês e +3,9 pontos percentuais em doze meses). Nas contratações com recursos livres, a taxa avançou 0,5 ponto no mês, ao atingir 28,5% ao ano, refletindo, principalmente, elevações no custo médio em capital de giro (+1,1 ponto percentual) e conta garantida (+0,7 ponto). No crédito direcionado às empresas, a taxa média alcançou 10,6% a.a., após aumento mensal de 0,4 p.p.

A taxa média de juros das operações de crédito do sistema financeiro, computadas as contratações com recursos livres e direcionados, atingiu 29% ao ano em agosto, após elevações de 0,6 ponto percentual no mês e 5 pontos em doze meses. O custo médio situou-se em 45,3% ao ano no crédito livre (+1 ponto no mês e +8,3 pontos em doze meses) e em 10,2% a.a. no crédito direcionado (+0,1 ponto e +2,1 pontos).

O spread bancário referente às operações com recursos livres e direcionados aumentou 0,4 ponto percentual no mês e 3,2 pontos em doze meses, alcançando 18,8 p.p. Os indicadores relativos aos segmentos de pessoas físicas e jurídicas situaram-se em 26,4 pontos e 10,4 ponto, respectivamente. No crédito livre, o spread aumentou 0,4 p.p., situando-se em 31,9 p.p., enquanto no crédito direcionado, avançou 0,2 ponto, alcançando 3,7 pontos percentuais.

A inadimplência das operações de crédito do sistema financeiro, referente a atrasos superiores a noventa dias, aumentou 0,1 ponto no mês e em doze meses, situando-se em 3,1% em agosto. No crédito às famílias, a taxa elevou-se 0,1 ponto percentual, para 3,8%, enquanto nas operações com empresas, situou-se em 2,4%. Nos segmentos livre e direcionado, a inadimplência se manteve estável em 4,8% e 1,2%, respectivamente.

O Banco Central (BC) manteve a projeção para o crescimento do saldo das operações de crédito, este ano, em 9%. Em agosto, o saldo das operações de crédito do sistema financeiro chegou a R$ 3,132 trilhões, com crescimento de 0,7% no mês e 9,6% em 12 meses. Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB), o crédito deve representar 56%, a mesma estimativa anterior.

O crédito com recursos livres, em que os bancos têm autonomia para aplicar o dinheiro captado no mercado e definir as taxas de juros, deve crescer 5%, a mesma estimativa divulgada em junho. A projeção para o crédito direcionado – empréstimos com regras definidas pelo governo, destinados, basicamente, aos setores habitacional, rural e de infraestrutura – foi mantida em 14%.

O crédito dos bancos públicos deve crescer 13%, este ano, mesmo patamar da estimativa anterior. Os bancos privados nacionais devem avançar 3%, contra 4% previstos em junho. Já os privados estrangeiros devem apresentar crescimento de 7% no saldo dos empréstimos, este ano.

 

 

(Com Agência Brasil)

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