Leituras de Domingo – 2

O crescimento chinês de Alckmin

O discurso econômico de Geraldo Alckmin, em sua entrevista de hoje no Estadão é filho direto da escola PUC e da Casa das Garças – a mesma que domina a política econômica e a política monetária praticamente desde a gestão Marcílio Marques Moreira. Não chega a ser um discurso, mas é uma repetição dos mesmos bordões de Lula e reflete, no fundo, falta de conhecimento e falta de coragem de enfrentar o mercado. Os dois candidatos são parecidos nesse quesito.

Agora, no “Valor” de sexta-feira passada se fala em mais um “economista de Alckmin”, Antônio Márcio Buainaim, que estaria organizando grupos de estudo para definir um programa que garanta ao país um “crescimento chinês”. Parte dos estudos deverá ser apresentado hoje, em Belo Horizonte.

Faz parte da esquizofrenia dos partidos políticos brasileiros. A escola da PUC tem um viés anti-desenvolvimento, sempre colocando o receio-futuro-de-problemas-não-identificados-com-a-inflação como álibi para manter a economia amarrada. Faz parte intrínseca do sistema de “metas inflacionárias” adotada pelo BC (e defendida por Alckmin na entrevista) segurar toda forma de crescimento, ainda mais um do nível chinês.

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