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Luciano e o papel do BNDES

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Entrevista: Luciano Coutinho Presidente do BNDES fala à Revista da Indústria sobre crescimento sustentável
Maria Luiza de Araujo/Revista da Indústria, Ano 10 nº 162 – julho- 2010
publicação mensal da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Crescimento sustentável
Luciano Coutinho, presidente do BNDES, aposta na confiança dos empresários na política macroeconômica e no potencial brasileiro especialista em economia industrial e internacional, doutor em economia pela Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, e professor convidado da Universidade de Campinas (Unicamp), Luciano Coutinho está na presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) desde abril de 2007. Até assumir o posto, era sócio da LCA Consultores, atuando como consultor em defesa da concorrência, comércio internacional e perícias econômicas.

Seu interesse pela questão industrial vem desde os tempos acadêmicos e, em 1994, coordenou o Estudo de Competitividade da Indústria Brasileira, desenvolvido por vários estudiosos, que traçou o mapa do setor no País. Entre 1985 e 1988 foi secretário executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, participando de sua estruturação e da concepção de políticas voltadas a áreas como biotecnologia, informática, química fina, mecânica de precisão e novos materiais. É essa bagagem que o deixa à vontade para analisar com otimismo a situação atual e as perspectivas para a economia brasileira.

Revista da Indústria – Quais são as projeções para os investimentos no País?
Luciano Coutinho – Há uma recuperação muito firme das decisões de investimento do setor privado, fruto da confiança dos empresários na consistência da política macroeconômica e no potencial de crescimento da economia brasileira. Os números do IBGE e os do BNDES mostram uma robusta aceleração em ritmo superior a 20% ao ano. O mapeamento dos projetos de investimentos do BNDES realizado nos setores da indústria, infraestrutura e construção civil para o período de 2010 a 2013, confirma uma perspectiva de forte expansão.

RI – É possível dar a medida dessa expansão?
LC – Esse mapeamento, que engloba 14 setores, aponta para um total de investimentos de R$ 859 bilhões para o período analisado, uma perspectiva recorde, tanto para a indústria quanto para a infraestrutura. É importante destacar que essas projeções são superiores ao levantamento realizado antes da crise internacional e representam uma expansão de 54,6% dos investimentos em relação ao período de 2005 a 2008. Em resumo, espera-se um aumento real médio de 9,1% ao ano até 2013. Condição imprescindível para a sustentação do crescimento com estabilidade de preços é ampliar o esforço de investimento do país para aumentar a oferta simultaneamente à expansão da demanda.
Devemos terminar 2010 com uma taxa agregada de investimento de 19% do PIB. Essa taxa tende a subir nos próximos anos para algo em torno de 22% a 23% do PIB. Atingir esse patamar é o nosso desafio e, para isso, o governo tem procurado incentivar a concretização dos investimentos por meio do apoio do BNDES e de projetos como o Programa de Sustentação do Investimento (PSI)……
……..RI – Como superar as dificuldades de investimentos das micro, pequenas e médias empresas?
LC – O BNDES deverá encerrar 2010 com desembolsos nesses segmentos que podem atingir R$ 40 bilhões. Um desempenho extremamente relevante, porque corresponde a grande parte do que foi liberado pelo banco há cinco anos para todas as empresas. Bateremos um recorde histórico em 2010. Nos 12 meses encerrados em abril, foram liberados R$ 25 bilhões para empresas de menor porte, quase o dobro dos meses anteriores. Esse excelente desempenho sofre grande influência do PSI, criado pelo governo em junho de 2009 para estimular a continuidade dos investimentos em resposta à crise financeira internacional. O PSI foi lançado com taxas muito favoráveis, a partir de 4,5% ao ano, para empréstimos para a aquisição de máquinas, equipamentos, ônibus e caminhões e para os financiamentos para a exportação. …….

…..RI – Há perspectivas de injeção de novos recursos do Tesouro Nacional no BNDES?
LC – O funding do BNDES para este ano já está equacionado. Sem dúvida, o papel do banco nos próximos anos será relevante, porque há necessidade de investimentos robustos em infraestrutura, necessariamente de longo prazo, dificilmente oferecidos pelo mercado. Já atingimos um patamar de grande relevância. O desejável agora é associar esse papel à crescente participação do setor financeiro privado, de modo a compartilhar com o BNDES a oferta de financiamento de longo prazo. Nossa expectativa é que o mercado de capitais retome sua importância no financiamento ao investimento……

http://www.fiesp.com.br/agencianoticias/2010/07/26/entrevista_luciano_co… 

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