Marcos Lisboa, economista no PT?

No campo da macro-economia, no entanto, tornou-se um radical à altura do Instituto Mises. Virou um templário do ultra-liberalismo, um Hélio Beltrão Filho com verniz acadêmico

Não bate a informação de Lauro Jardim, colunista de O Globo, de que o economista Marcos Lisboa teria sido sondado por alta liderança do PT para ser o economista liberal do governo Lula. Como a entrada de Lula no jogo provocou um terremoto nas análises, há espaço para toda sorte de elucubrações.

Lisboa foi Secretário Executivo da gestão Antonio Pallocci. Conseguiu bons feitos, mas sempre no terreno da micro-economia – como o destravamento dos financiamentos habitacionais.

No campo da macro-economia, no entanto, tornou-se um radical à altura do Instituto Mises. Virou um templário do ultra-liberalismo, um Hélio Beltrão Filho com verniz acadêmico, a ponto de interlocutores amigos recusaram-se a discutir economia com ele, tal o grau de radicalização.

Pessoalmente, gosto muito de Lisboa. No início da onda de radicalização, marcamos um almoço. Pensava que ele poderia cumprir um papel relevante, de ser o mediador dos embates entre mercadismo e desenvolvimentismo. Não deu. O almoço inteiro serviu para Lisboa testar argumentos de guerra.

Tornou-se um radical no sentido amplo, até em contraste com sua personalidade afável nas relações pessoais e musicais. Posteriormente, tornou-se crítico até de lideranças de mercado imbuídas de bom-senso, como Armínio Fraga. Converteu-se, definitivamente, um templário de embates ideológicos, posição conflitante com a de gestor.

Daí a convicção de que a tal liderança petista certamente falou em nome próprio. E não deve ter nenhuma familiaridade com temas econômicos.

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