Mercado de moedas na AL

Estou no Rio de Janeiro, participando do “Terceiro Foro Sul-Americano” promovido pela IUPERJ (da Universidade Federal do Rio de Janeiro), a Universidad Torcuato Di Tella e a Universidad Central, de Caracas, Venezuela.

Há uma longa lista de participantes, mais de quarenta acadêmicos, analistas e políticos do continente discutindo a integração. A primeira parte do seminário consistiu nas exposições de Marco Aurélio Garcia, Luis Maira e Pavel Rondon.

Embora não tenha sido tema dominante dos debates, a questão mais relevante é a integração financeira do continente. As demais dimensões da integração – infra-estrutura, congresso, cooperação tecnológica – são mais ou menos óbvias. A financeira, não.

As relações comerciais entre os países da região são pautadas pelo dólar. Os Convênios de Crédito Recíproco (CCRs) – conta de compensação entre países, em que as operações têm garantia de pagamento dos governos centrais – são uma gambiarra para melhorar o financiamento do comércio na região.

O grande modelo de integração se daria no momento em que uma BM&F (Bolsa Mercantil de Futuros) se juntasse a outras bolsas do continente e passasse a atuar como uma “clearing” (local onde se fazem os acertos entre comprados e vendidos) das diversas moedas nacionais, permitindo a compensação entre elas. O dólar continuaria sendo uma mera referência nominal – permitindo às moedas serem fixadas em relação à sua paridade com o dólar. Mas o modelo permitiria a negociação interna apenas com moedas nacionais. E seria a ante-sala para a moeda única do continente.

A exemplo da União Européia, a moeda seria um fator de estabilidade e de identidade continental.

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