Muito obrigado, Guido Mantega

Por Jose Renato O. Sampaio Lima

Eu sou mais você, Guido, e sua politica econômica, de sucesso, que visava o desenvolvimento do país. Durante sua gestão, não tivemos nenhuma crise econômica, conforme os números apresentados. Mas essa sua boa conduta no governo era um problema para a oposição e golpistas. Você tinha que sair para a volta da farra do ganho fácil e para a tomada do pré-sal da Petrobras.

Veja, Levy e Tombini, em um único mês, fizeram do país grande picadeiro. Levy na função de animador do circo, com piadas e deboches de você e da própria Dilma. Programa “Somebody love – A volta das viúvas de FHC”. Por isso estão apoiados pela mídia nacional e inglesa.

Se fosse Itamar Presidente, a sua cabeça, Guido, jamais seria entregue em uma bandeja a pedido dos inimigos do Brasil.

Nós, os eleitores democraticamente vencedores, junto com você e com os sindicalistas, também recebemos um Não em 2015. Fomos despejados do governo. O programa do PT morreu. Paramos de sonhar e visualizamos o risco da volta da elite que dilapidadou o país desde a proclamação da República.

Os indicadores macroeconômicos do Brasil são positivos durante o seu período de anos de governo, e comparado com PSDB do período Fraga foram excelentes. Idem se comparados com EUA e Europa. Assim, a intolerância contra você está longe se ser natural ou gratuita.

Sabemos, austeridade fiscal não combina com medidas econômicas de saída de recessões e nunca foi adotada nos períodos anteriores de recuperação econômica.

Você sabe, Ministro da Fazenda e do BACEN louvado por banqueiros e com aprovação do FMI,  americanos, Europa, da elite, somente se trabalhando contra a nação brasileira e focado em campanha de liquidação de patrimônio público.

Desde quando a Presidenta fez ouvidos do Mercadante, do Mercador e do Mercado Financeiro ela se mostra menor. Isso começou ainda no período de campanha eleitoral.

É duro, eu sei, você também não esperava no seu lugar um Executivo do Bradesco, sem período de Quarentena palpitando no BACEN. Da volta da ciranda financeira,  das despesas de juros indexadas com inflação com mais de 50% de ganho real. E taxas básicas de juros muito acima da taxa de retorno operacional.

Taxas muito acima de outros países em crise econômica. País com mais de US$ 380 bi em moeda estrangeira. Credor líquido internacional. Sem dívida com FMI, no entanto prática para felicidade dos magnatas, taxa básica a mais elevada do planeta, aproximadamente 8.000 % acima da taxa do Fed, com 105% de relação dívida/ PIB, e por isso tem classificado com o rate AAA. E  por isso Brasil corre o risco de perder o grau de investimento.

A volta da política de plantar mais inflação para gerar mais juros do período PSDB, isso não é pra você, isso é para quem compactua com prevaricação e improbidade administrativa.

Isso não é ajuste contábil. Isso não é pedalada.

Não existe Lei de Responsabilidade Financeira. Então isso é permitido pelo TCU, pelo Congresso financiado por empresários e banqueiros, pelo STF com cargo vitalicio, presente dos Congressistas, permitido incrivelmente pela nossa presidenta.

A música na mídia e dos tucanos é sempre a mesma de plantar a desgraça e culpar a incompetência petista. Repetir a mesma mentira até que vire um verdade.

Guido, a situação do Brasil neste ponto de Julho/2015, poderia ser comparada com aquele avião lotado, tomado para ser derrubado propositadamente. Levy e Tombini na posição do co-pilotos derrubadores. Dilma, fora de comando. Antes uma observadora.

Nunca antes na história desse país, um presidente defendeu programa de ministro que deliberadamente derruba o país .No lugar de almejar crescimento, deseja período de recessão, no lugar de máximo emprego sempre, quer o desemprego, no lugar de reduzir a meta de inflação para 2% aumenta de 4.5% para cavalar 10% ao ano.  

Voce não iria concordar com esses desatinos. Tá fora por isso.  Para não atrapalhar a tomada do pré-sal que foi decidido lá em 2010.

Guido, entendo seu desapontamento, outro problema foi você ajudar a trazer a taxa SELIC pela primeira vez a limite inferior de 7.2% a-a. com rendimento efetivo menor do que a caderneta de poupança. Deixou a elite raivosa, que quase quebrou o Unibanco.

Concordamos, ajuste fiscal e estagnação econômica é coisa tucana, não vão solucionar os problemas da economia. Inflação de preços administrados acaba quando encerrado o período de medição. Aumentos de taxas de juros SELIC e mais impostos  só vão fazer nosso país retornar ao período de degradação econômica e social que antecedeu os governos do presidente Lula. Portanto, na contra-mão do projeto de desenvolvimento com justiça social e das políticas de crescimento , desoneração, justiça tributária, combinação necessária ao novo salto de desenvolvimento. Brasil, de tamanho continental, com a soma dos Estados brasileiros com suas riquezas minerais, incluindo petróleo, água em abundância, população ativa, baixa densidade demográfica, ansiosa por consumir, com safras recordes, mais bom nível de industrialização jamais poderia ter crise econômica.

Não sou Galvão Bueno, mas na cabeça da Dilma coração valente, a guerreira, ela poderia estar pensando: “que saudades dos tempos do Guido”. Era feliz e sabia. E se ela estivesse no comando, ela diria: volta Guidinho.  E Lula deve estar se roendo porque, comparando com time de futebol, não se deve mexer em time que está ganhando, muito menos mudar jeito radicalmente de jogar. Mudança radical à direita, jamais !

Se fosse para dar um sangue novo no seu lugar, Guido, você sabe, deveria ser de um economista, e de reconhecida competência, alguem identificado com o programa no ciclo de 12 anos, que valorize e com foco nos interesses nacionais. Para buscar ainda mais desoneração até se chegar ao padrão internacional, que reduza o custo Brasil, com reflexo positivo para o crescimento da economia, melhora do caixa do governo, para se evitar novas pedaladas meramente contábeis. Medida para ajustar a taxa de câmbio para valor menos apreciado, bom da perspectiva da indústria nacional, de exportadores e da correção do custo da mão-de-obra, sem afetar a Renda Nacional e PIB em Reais.

Não tem como atender a dois Senhores. Ou segue a esperada cartilha do PT e do desenvolvimento do país e defesa dos interesses do país e da América Latina, ou volta para a cartilha tucana, do endividamento público, das concessões e da entrega dos recursos e da soberania do país, em favor dos interesses estrangeiros.

Paciência. Vamos batalhar outra chance de um governo, tal como do Lula, a favor dos interesses da maior parcela da população brasileira, que um dia há de ser o Povo.

Guido, você plantava esperança no lugar do medo. Muito obrigado.

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